"Navegar em mar aberto, vivendo em graça ou não, inteiramente no poder de Deus..." (S. Kierkegaard)

sábado, 26 de maio de 2012

“Quer dizer que já adoras Maria, não, Scott?”



Para completar as reflexões sobre a devoção à Maria no catolicismo, apresentadas nas últimas seis postagens do blog Indagações, considero interessante trazer agora, para este espaço, dois depoimentos emocionantes sobre Maria, Mãe de Jesus. São textos tirados do livro de Scott e Kimberly Hahn: “Todos os caminhos vão dar a Roma”.

Os autores do livro são pastores presbiterianos norte-americanos, que contam sobre a sua conversão ao catolicismo. Eles estudaram a fundo as questões duvidosas  e todos os argumentos  que os seguravam longe da Igreja Católica. O marido se converteu em primeiro lugar. A sua esposa ficou muito desolada, mas, depois de algum tempo, ela também abraçou a fé católica. É um livro muito interessante.

Nesta postagem – o testemunho do Scott Hahn.  (O depoimento da Kimberly Hahn será apresentado na postagem seguinte.)
Não deixe  de ler.

[Para aproveitar melhor as explicações, é aconselhável  ler desde o início todas as postagens sobre este assunto (começo no dia 15 de maio de 2012: Sobre culto à Nossa Senhora e aos Santos na religião Católica).]

 

 

Scott Hahn:

(...)  Alguém me mandou um terço de plástico. Ao ver aquelas contas senti que me enfrentava com o obstáculo mais forte de todos: Maria (os católicos não fazem a menor ideia como é duro para os cristãos bíblicos aceitarem as doutrinas  e devoções marianas).  Mas eram já tantas as doutrinas da Igreja Católica que se tinham mostrado solidamente baseadas na Bíblia, que decidi dar um passo de fé neste  ponto.

Fechei-me no escritório e rezei silenciosamente:  “Senhor, a Igreja Católica demonstrou estar na verdade em noventa e nove por cento dos casos. O único grande obstáculo que ainda subsiste é Maria. Peço-te perdão de antemão se o que vou fazer te ofende...
Maria, se é apenas metade do que a Igreja Católica diz que és, por favor, apresenta a minha petição – que me parece impossível – ao senhor mediante esta oração”.

Rezei então pela primeira vez o terço. Voltei a rezá-lo muitas outras vezes pela mesma intenção ao longo da semana seguinte, mas depois esqueci-me do assunto.

Três meses mais tarde dei-me conta de que desde o dia em que tinha começado a rezar o terço aquela situação aparentemente impossível se tinha alterado completamente. A minha petição tinha sido ouvida! Senti-me muito envergonhado pelo meu esquecimento e ingratidão. Nesse momento agradeci a Deus a Sua misericórdia e voltei a pegar no terço, que não deixei de rezar desde esse dia.

É uma oração poderosa, uma arma incrível, que ressalta o escândalo da Encarnação: o Senhor elegeu uma humilde virgem camponesa e elevou-a a ser aquela que daria a natureza humana sem pecado à Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, para que pudesse tornar-se nosso Salvador.

Pouco depois recebi um telefonema de um velho amigo da Universidade. Tinha ouvido dizer que eu andava a coquetear com a “rameira da Babilônia” (assim tratam a Igreja Católica), como ele próprio disse. Não poupou palavras.
O que quer dizer que já adoras Maria, não, Scott?
- Ouve, Chris, tu sabes muito bem que os católicos não adoram Maria; veneram-na simplesmente.
-  E qual é a diferença, Scott? Nenhuma das duas coisas tem base bíblica.
Não sabia o que dizer. De terço na mão, invoquei Maria para que me ajudasse. Revigorado,  respondi-lhe:
-  Olha que podes apanhar uma surpresa.
-  Ah, sim? Por que?

Comecei a dizer a primeira coisa que me veio à cabeça:
-  Realmente, é muito simples, Chris. Simplesmente recorda dois princípios bíblicos básicos. Primeiro: sabes que, como homem, Jesus Cristo cumpriu na perfeição a lei de Deus, incluindo o mandamento de honrar pai e mãe. A palavra hebraica para honrar, kabodah, significa literalmente “glorificar”. Ou seja, que Cristo não só honrou o Seu Pai celeste, como também honrou perfeitamente a Sua mãe terrena, Maria, outorgando-lhe a Sua própria glória divina.
O segundo  princípio é ainda mais simples: a imitação de Cristo. Imitamos Cristo não só honrando as nossas próprias mães, como também honrando aqueles que Ele honra, e com o mesmo tipo de honra que Ele lhes outorga.


Seguiu-se uma longa pausa antes que Chris dissesse:
Nunca tinha ouvido as  coisas apresentadas desse modo.
Para ser franco, eu também não.
- Chris, isto é apenas um resumo do que os Papas têm dito ao longo dos séculos sobre a devoção a Maria.
O Chris voltou ao ataque:
- Uma coisa são os Papas, mas onde é que isso aparece na Escritura?
Respondi instintivamente.
- Chris, Lucas 1, 48 diz: “De agora em diante, todas as gerações me chamarão bem aventurada”. É isso que faz o terço, cumprir a Escritura.
Seguiu-se outra longa pausa, antes do Chris mudar rapidamente do tema.

A partir de então senti que a recitação do terço me ajudava a  aprofundar na minha própria compreensão da Bíblia. A chave era, obviamente, a  meditação dos quinze mistérios; mas também me dei conta de que a própria oração confere uma certa perspicácia teológica para considerar todos os mistérios da nossa fé de acordo algo que ultrapassa muito – mas não se opõe – a capacidade racional do intelecto: o que alguns teólogos designaram como “a lógica do amor”.

Descobri pela primeira vez essa “lógica do amor” ao contemplar a Sagrada Família de Nazaré,  modelo de qualquer lar. A Sagrada Família, por sua vez, apontava para a Aliança, e, em última instância, para a própria vida íntima de Deus como eterna Sagrada Família: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Esta belíssima e convincente visão começou a encher o meu coração e a minha mente; mas não estava ainda muito seguro de poder identificar a Igreja Católica com a expressão terrena da família da Aliança de Deus. Para chegar até lá precisava de bastante mais oração e estudo. (...)¹

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¹ HAHN Scott e Kimberly. Todos os cominhos vão dar a Roma. Lisboa 2006, Ed. Diel, 6ª ed. p. 88 -91.

 

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Canonização e relíquias. Explicações simples e valiosas.



Encerrando as reflexões sobre o tema da veneração de Maria e do culto aos Santos na religião Católica, Ferdinand Krenzer¹, por último, no texto abaixo, fala sobre o  processo de canonização, e termina falando das relíquias, que no catolicismo, tradicionalmente, são consideradas de grande importância para os fiéis.

Para quem quer entender melhor esses assuntos e, talvez, dissipar as possíveis dúvidas, a leitura atenciosa desse texto será de grande ajuda.
Não deixe de ler.

[Para aproveitar melhor as explicações, é aconselhável  ler desde o início todas as postagens sobre este assunto (começo no dia 15 de maio de 2012: Sobre culto à Nossa Senhora e aos Santos na religião Católica).]

 

 

 

 

Canonização. 

Falando agora sobre os “Santos”, imediatamente pensamos nessas pessoas que a Igreja claramente reconheceu como santas. Na verdade, santo é todo ser humano que  “vive em graça”. São Paulo em suas Cartas frequentemente chama os fiéis de “santos”. No “Credo” rezamos “creio na comunhão dos  santos”, e pensamos imediatamente nessa ocasião sobre todas as pessoas ligadas a Deus, não importando se estão vivas ou se já morreram.

No entanto, o privilégio de elevação aos altares é de poucos. A honra e veneração prestada aos santos foi limitada pela canonização, a fim de não permitir que aconteça o culto aos mortos “por conta própria”, o  culto aos antepassados, etc. 

Quando, numa cerimônia na basílica de São Pedro,  proclama-se algum santo, isto não significa logo que o papa determina sobre a “entrada para o Céu” dessa pessoa. Antes, significa que a partir desse momento pode-se honrá-la publicamente, porque ela está com Deus. Uma “inclusão” deste  tipo de pessoa entre os Santos é antecipada por um processo que dura muitos anos (o processo de canonização), no qual investiga-se detalhadamente se realmente essa pessoa, apoiando-se na fé, realizou uma vida exemplar. Os novos santos recebem, segundo costume, um dia “fixo” no calendário dos Santos.

O costume de venerar os santos existe desde os primeiros séculos do cristianismo. Naquela época eles eram mártires. A Comunidade dos cristãos honrava os  e pedia-lhes a sua intercessão junto a Deus.

No ano 156 os  cristãos de Smyrna comunicam numa carta sobre o martírio do seu  bispo, São Policarpo. Lemos nela: “Oramos a Cristo, porque Ele é o Filho de Deus. Os mártires , no  entanto, amamos, como discípulos e seguidores do Senhor [...].” Ainda hoje existe uma recomendação da Igreja de fixar, durante a construção, dentro do altar sobre o qual serão celebradas Missas, as relíquias dos Santos. Esta tradição apoia-se no antigo costume dos primeiros cristãos, que  celebravam a Missa sobre o túmulo do mártir.

Na carta dos cristãos de Smyrna, citada acima, assim diz sobre os restos mortais do seu bispo – mártir: “São eles para nós mais  preciosos que as pedras preciosas, e mais amados que o ouro. Conservamo-los no lugar adequado; vamos nos unir nesse lugar para celebrar grandes festas e lembrar os aniversários do seu martírio”.

O primeiro santo que não foi mártir foi São Martinho do Tours.  A primeira declaração oficial de um santo pela Igreja aconteceu no ano 993, e referia-se ao bispo Santo Ulrich de Augsburg.

No ano 1969 os jornais trouxeram uma notícia sensacional: “Os Santos foram liquidados!”. Era um desentendimento completo. Isso porque não foram “liquidados” nem Cristóvão, nem Cecília, nem Jorge ou Nicolau.  Pode-se continuar a honrá-los e  eles continuam no Calendário oficial dos Santos. Foram excluídos apenas do Calendário Litúrgico, quer dizer que naquele determinado dia a Igreja não vai usar o texto da Missa, que era para a festa desses Santos.

Uma mudança do Calendário Litúrgico acontecia de vez enquanto na história da Igreja. Com isso queria-se mais acentuar as festas do Senhor. Além disso, desta vez, era levada em consideração a internacionalização e a modernização do Calendário Litúrgico dos Santos, quer dizer, incluir nele os Santos dos últimos séculos e mais recentes.

Relíquias

É uma atitude muito humana valorizar e dar muita importância à tudo aquilo, que uma pessoa querida deixa ao partir. Deixa-se, então, preservados e intactos  os lugares dos homens famosos, do jeito que foram deixados quando essas pessoas  morreram.

Semelhantemente, alguém que ama carrega consigo, muitas vezes, alguma lembrança da pessoa amada, por exemplo, uma foto, um lenço, etc.
Porque, então, todas essas maneiras, tão  profundamente humanas, que expressam a  ligação, não poderiam servir também para ajudar a elevar os nossos pensamentos a Deus? É por isso que se cuida e protege tudo aquilo que ficou dos Santos. As mais preciosas relíquias (assim chamamos esses restos mortais e lembranças), são, certamente, aquelas, que tem alguma ligação com a pessoa do próprio Jesus Cristo – pensemos no santo sudário de Trewir, ou nos fragmentos da cruz de Jesus. Se todas essas coisas nos ajudam na oração, nos lembram de Deus e da Sua graça, que se revelou tão poderosamente nos santos que honramos, então, talvez,  não seja tão essencial saber se diante dessa ou daquela relíquia temos a certeza absoluta da sua autenticidade. Em relação às relíquias antigas está muito difícil confirmar esse fato.

Em tudo isso, na verdade, não  importa esse pedaço de tecido ou fragmento de osso, mas a pessoa que se honra e o exemplo da sua fé, e, em consequência, o próprio Deus.

Além disso, já a Bíblia diz que os fiéis tentavam tocar pelo menos a túnica de Jesus ou, depois, tocar na sombra do Pedro. E ninguém  falou nada contra eles por causa disso. Mas já no tempo do imperador romano Carlos Magno (Séc. VIII), o monge beneditino Alkuino² disse: “É melhor no coração imitar os exemplos dos santos do que carregar no saquinho os seus  ossos.”

Muitos não-católicos , quando se fala de relíquias, ficam preocupados e  argumentam, que, talvez por causa disso, entre Deus e nós pode instalar-se algo humano demais. Mas, será que toda a Revelação e toda a Obra da Salvação não se apoiam na intermediação humana? A mensagem do Evangelho chega até nós unicamente através de outras pessoas numa Comunidade visível da Igreja; o próprio Cristo nos mostra este caminho. Pois, Ele  se tornou homem e toda a salvação realiza-se graças a esse fato; através da Comunidade visível da Igreja, através dos sinais visíveis dos sacramentos. Deus conhece os seres humanos melhor do que nós conhecemos a nós mesmos. Ele sabe que nós não somos apenas espírito, mas que estamos ligados com todas as células da nossa corporeidade. Por isso encontra-nos através das coisas, que podemos experimentar. Será que não seria permitido para nós, humanos, com muita confiança continuar a andar nesse caminho, que o próprio Deus nos mostra? A Bíblia toda confirma isso.

Os Santos não  ofuscam nem escurecem  a imagem de Deus, ao contrário – mostram Deus melhor do que qualquer outra maneira. Cada santo é reflexo e brilho de Cristo; em cada um deles, como se  Deus  se tornasse novamente homem, pois  alcança o que todo ser humano deveria ser, isto é “outro Cristo” (compare Cartas de São Paulo). A Santidade existe somente através de Cristo,a própria Maria reza no hino Magnificat (Lc 1, 46-55): “[...] grandes coisas fez em mim Poderoso”. E acrescenta: “Eis chamarão me bem aventurada todas as gerações”.

Por isso é bom acrescentar aqui a prece, que nós, católicos, dirigimos a Maria. A primeira parte desta oração é tomada do Evangelho e não acrescenta nada além da saudação, com a qual o anjo e a Elizabeth honram Maria (Lc 1, 28. 42). A segunda parte foi acrescentada pela Igreja, e nela pede a Maria que interceda por nós junto a Deus.

Ave-Maria, cheia de graça!
O Senhor é convosco.
Bendita sois vós entre as mulheres
e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.
 
Santa Maria Mãe de Deus,

rogai por nós pecadores

agora e na hora de nossa morte. Amém

(KRENZER, F. Taka jest nasza wiara, Paris,  Éditions Du Dialogue, 1981, p. 340-342)³

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¹ Ferdinand Krenzer  é um teólogo católico alemão, pastor, aposentado e escritor.
² Santo Alcuíno de York (735-804)  foi um monge inglês beneditino, poeta, professor e sacerdote católico. 
³  Obs.: As reflexões do Ferdinand Krenzer fascinam pelo seu jeito simples e direto, e agradam o leitor, ajudando-o a entender melhor o caminho da fé cristã e compreender os temas mais difíceis desta doutrina.
Os textos publicados neste blog são tomados do livro Taka jest nasza wiara, desse autor; uma edição no idioma polonês, do qual faço uma tradução livre (para o português).  O título original: “Morgen wird man wieder Glauben”.

 

Sobre imagens. Compreender – eis a questão!




Um tema bastante polêmico, sobretudo para não-católicos: a questão de imagens e estátuas permitidas e valorizadas na religião Católica. O texto abaixo, de Ferdinand Krenzer¹, aborda esta questão, explicando-a  do ponto de vista do catolicismo.  

Tenho certeza que as explicações apresentadas por ele poderão servir de grande ajuda para as  pessoas que gostariam de entender melhor este assunto e, talvez, dissipar as possíveis dúvidas. É um tema que deveria ser melhor trabalhado com adolescentes e jovens, nos encontros de catequese. 
Não deixe de ler.

[Para aproveitar melhor as explicações, é aconselhável  ler desde o início todas as postagens sobre este assunto (começo no dia 15 de maio de 2012: Sobre culto à Nossa Senhora e aos Santos na religião Católica).]

 

 

 

Sobre imagens  e estátuas na religião católica.

É fato que as mais antigas catacumbas cristãs (os túmulos subterrâneos) eram ornamentadas com  imagens de Cristo e dos santos. Esta é uma característica profundamente humana, querer preservar diante de nossos olhos e perpetuar nas imagens, as pessoas, sobretudo falecidas, que se ama e valoriza. Do mesmo jeito o amor, carinho e respeito para com a Mãe de Deus e com os Santos, exigem uma apresentação plástica visual.  O que, pois, mais os convida a rezar:  uma parede vazia, diante da qual estamos, ou se nela tem um quadro, ou uma imagem, do qual olha para nós uma pessoa santa, ou até mesmo o próprio Senhor?

Os iconoclastas sempre invocam o Antigo Testamento que, vez por outra, proibia apresentações (ícones, esculturas, quadros, etc).  Esquecem, no entanto, que as leis em relação ao culto do Velho Testamento (compare o Livro Levítico) não vigora mais no tempo da Nova Aliança. Foi abolido o Sabá, e até  o sinal da circuncisão (compare Mt 12, 8; Mc 2, 28; At 15). A proibição de fabricar  as imagens era condicionada no tempo e necessária para aquele nível de cultura, porque as pessoas facilmente estariam identificando a imagem com o próprio Javé, ou até com alguma divindade estranha. Naquela época o mundo pagão, que cercava o povo escolhido, teve numerosas figuras de divindades e seus deuses, e este era o problema. O povo escolhido continuamente estava sendo tentado para também adorar as concepções e imagens materiais (lembrando aqui, por exemplo, o bezerro de ouro).  Mesmo assim, o Velho Testamento permitia representações materiais, por exemplo, dos querubins na Arca da aliança (Ex 25, 18) e nos muros do Templo.

Porém, depois que Deus mostrou neste mundo a sua “imagem” no próprio Cristo (compare: Carta aos Colossenses) e através dele anunciou que precisará louvá-Lo “no  espírito e verdade”, o  grande perigo de abusos em relação a uso de imagens parou de existir.   

Cada católico sabe que não se venera a imagem como tal, mas a pessoa representada por essa imagem.

(KRENZER, F. Taka jest nasza wiara, Paris,  Éditions Du Dialogue, 1981, p. 339-340)²

Continua...
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¹  Ferdinand Krenzer  é um teólogo católico alemão, pastor, aposentado e escritor.
² Os.: As reflexões do Ferdinand Krenzer fascinam pelo seu jeito simples e direto, e agradam o leitor, ajudando-o a entender melhor o caminho da fé cristã e compreender os temas mais difíceis desta doutrina.
Os textos publicados neste blog são tomados do livro Taka jest nasza wiara, desse autor; uma edição no idioma polonês, do qual faço uma tradução livre (para o português).  O título original: “Morgen wird man wieder Glauben”.