“Vocês são o sal da terra. Mas, se o sal perder o seu sabor, como restaurá-lo? Não servirá para nada, exceto para ser jogado fora e pisado pelos homens. Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte.". (Mt5, 13-14)
Abaixo, uma excelente reflexão, que tem como base o texto bíblico Mateus 5, 13-16 (Sal da terra e luz do mundo). É de autoria do padre e teólogo espanhol José Antonio Pagola. O texto foi publicado pelo autor na sua página no Facebook.
Vale a pena ler!
WCejnóg
Por José Antonio Pagola
5 Fevereiro 2026
DANDO SABOR À VIDA
Uma das tarefas mais urgentes da Igreja hoje e sempre é garantir que a fé chegue às pessoas como "boas novas".
Frequentemente, entendemos a evangelização como uma tarefa quase exclusivamente doutrinal. Evangelizar seria levar a doutrina de Jesus Cristo àqueles que ainda não a conhecem ou a conhecem insuficientemente.
Então, nos preocupamos em garantir a instrução religiosa e a propagação da fé diante de outras ideologias e correntes de opinião. Buscamos homens e mulheres bem formados que conheçam perfeitamente a mensagem cristã e a transmitam corretamente. Procuramos aprimorar nossas técnicas e organização pastoral.
Naturalmente, tudo isso é importante, pois a evangelização envolve proclamar a mensagem de Jesus Cristo. Mas este não é o único nem o aspecto mais decisivo. Evangelizar não significa simplesmente proclamar verbalmente uma doutrina, mas sim tornar presente na vida das pessoas o poder humanizador, libertador e salvador contido no evento e na pessoa de Jesus Cristo.
Entendida
dessa forma, a importância da evangelização não reside em dispor de meios
poderosos e eficazes de propaganda religiosa, mas em saber agir com o estilo
libertador de Jesus.
O fator decisivo não é ter homens e mulheres doutrinariamente bem formados, mas sim testemunhas vivas do Evangelho. Crentes em cujas vidas se possa ver o poder humanizador e salvador que o Evangelho contém quando abraçado com convicção e responsabilidade.
Nós, cristãos, muitas vezes confundimos evangelização com o desejo de aceitação social do "nosso cristianismo". As palavras de Jesus, que nos chamam a ser "sal da terra" e "luz do mundo", nos obrigam a fazer perguntas muito sérias.
Nós, crentes, somos "boas novas" para alguém? O que se vivencia em nossas comunidades cristãs, o que se observa entre os crentes, é "boa nova" para as pessoas hoje? Nós, cristãos, na sociedade atual, oferecemos algo que dá sentido à vida, algo que purifica, cura e liberta da decadência espiritual e do egoísmo brutal e insensível? Será que vivemos algo que possa iluminar as pessoas nestes tempos incertos, oferecendo esperança e um novo horizonte àqueles que buscam a salvação?
5º Domingo do Tempo Comum – Ano A
(Mateus 5:13-16)
8 de fevereiro
José Antonio Pagola
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Fonte:Facebook


