“Portanto, ide às encruzilhadas dos caminhos e convidai para a festa todos os que encontrardes. Os servos saíram pelos caminhos e reuniram todos os que encontraram, maus e bons. E a sala da festa ficou cheia de convidados”. (Mt 22, 9-10)
Hoje temos uma ótima reflexão, que tem como a base o texto bíblico Mateus 22, 1-14 (Parábola do Banquete de Casamento). É de autoria do padre e teólogo espanhol José Antonio Pagola.
O texto foi publicado pelo autor na sua página no Facebook.
Vale a pena ler!
WCejnóg
Por José Antonio Pagola
7 Outubro 2026
O CONVITE DE DEUS
Ao que parece, a parábola do banquete foi muito popular entre as primeiras gerações cristãs, tendo sido registrada em Lucas, Mateus e até mesmo no evangelho apócrifo de Tomé. As versões são tão diferentes, e as aplicações que delas se extraem tão diversas, que só podemos nos aproximar dos elementos essenciais do relato original.
Deus está preparando uma festa final para todos os seus filhos, pois quer ver a todos sentados junto a Ele, ao redor de uma mesma mesa, desfrutando para sempre de uma vida plena. Essa foi, certamente, uma das imagens mais queridas por Jesus para "sugerir" o desfecho final da história humana. Ele não se contentava apenas em dizê-lo com palavras. Sentava-se à mesa com todos e comia até mesmo com pecadores e indesejáveis, pois queria que todos pudessem visualizar concretamente algo daquilo que Deus desejava realizar.
Por isso, Jesus compreendeu sua vida como um grande convite em nome de Deus. Não impunha nada, não pressionava ninguém. Anunciava a boa nova de Deus, despertava a confiança no Pai, afastava os medos, acendia a alegria e o desejo de Deus. Seu convite deveria chegar a todos, sobretudo aos que mais necessitavam de esperança.
Jesus era realista. Sabia que o convite poderia ser rejeitado. Na versão de Mateus, descrevem-se diversas reações. Alguns o rejeitam de maneira consciente: "Não quiseram ir". Outros respondem com indiferença: "Não deram atenção". Importam-se mais com suas terras e negócios. Houve quem reagisse de maneira hostil contra os servos.
São muitos os que já não ouvem qualquer chamado de Deus. Basta-lhes responder por si mesmos diante de si mesmos. Sem talvez terem plena consciência disso, vivem uma existência "solitária", encerrados em um monólogo perpétuo consigo mesmos. O risco é sempre o mesmo: viver cada vez mais surdos a todo chamado que possa transformar radicalmente a vida.
Talvez uma das tarefas mais importantes da Igreja hoje seja criar espaços e facilitar experiências onde as pessoas possam ouvir, de maneira simples, transparente e alegre, o convite de Deus proclamado no evangelho de Jesus.
28º Domingo do Tempo Comum – Ano A
(Mateus 22,1-14)
11 de outubro
José Antonio Pagola
buenasnoticias@ppc-editorial.com
Fonte: Facebook











