Temas diversos. Observar, pensar, sentir, fazer crítica construtiva e refletir sobre tudo que o mundo e a própria vida nos traz - é o meu propósito. Um pequeno espaço para uma visão subjetiva, talvez impregnada de utopia, mas, certamente, repleta de perguntas, questionamentos, dúvidas e buscas, que norteiam a vida de muitas pessoas nos dias de hoje.

As perguntas sobre a existência e a vida humana, sobre a fé, a Bíblia, a religião, a Igreja (sobretudo a Igreja Católica) e sobre a sociedade em que vivemos – me ajudam a buscar uma compreensão melhor desses assuntos, com a qual eu me identifico. Nessa busca, encontrando as melhores interpretações, análises e colocações – faço questão para compartilhá-las com os visitantes desta página.

Dedico este Blog de modo especial a todos os adolescentes e jovens cuja vida está cheia de indagações.
"Navegar em mar aberto, vivendo em graça ou não, inteiramente no poder de Deus..." (Soren Kierkegaard)

sexta-feira, 8 de maio de 2026

“Não somos órfãos”. – Reflexão de José Antonio Pagola.

 

Considero que todas as reflexões que trago para este blog Indagações-Zapytania trazem uma interpretação interessante e uma visão autêntica e realista das mensagens contidas nos textos da Bíblia. Tenho muito aprazo pelos autores, cujos textos apresento aqui.

A Palavra das Escrituras é o caminho para a libertação do ser humano como filho de Deus e para devida valorização da sua dignidade. A Palavra de Deus nunca deve ser usada para formular a desinformação, ou para fomentar ingenuidade, hipocrisia ou falsidade.

Essa é a ideia princiapal deste blog: através de boas reflexõe encontrar os esclarecimentos, que possam nos ajudar a alcançar respostas melhores para as indagações que nos inquietam. Espero que, pelo menos em parte, as postagens deste blog cumpram o seu objetivo. (W.Cejnog)

 

“Não os deixarei órfãos; voltarei para vocês”. (Jo 14,18)

 

A reflexão de hoje tem como base o texto bíblico Jo 14,15-21 (Quem ama, nunca abandona!). É de autoria do padre e teólogo espanhol José Antonio Pagola.

O texto foi publicado pelo autor na sua página no Facebook.

Vale a pena conferirr!

WCejnóg

Por José Antonio Pagola

6 maio 2026

NÃO SOMOS ÓRFÃOS

Uma Igreja formada por cristãos que se relacionam com um Jesus pouco compreendido, pouco amado e rotineiramente lembrado é uma Igreja que corre o risco de desaparecer. Uma comunidade cristã reunida em torno de um Jesus adormecido, que não seduz nem toca os corações, é uma comunidade sem futuro.

Na Igreja de Jesus, precisamos urgentemente de uma nova qualidade em nosso relacionamento com Ele. Precisamos de comunidades cristãs marcadas pela experiência viva de Jesus. Todos podemos contribuir para que Jesus seja sentido e vivenciado na Igreja de uma nova maneira. Podemos torná-la mais de Jesus, mais unida a Ele. Como?

João recria em seu Evangelho a despedida de Jesus na Última Ceia. Os discípulos pressentem que Ele logo lhes será tirado. O que será deles sem Jesus? A quem seguirão? Onde alimentarão sua esperança? Jesus fala com eles com especial ternura. Antes de deixá-los, Ele quer mostrar-lhes como podem viver unidos a Ele, mesmo após a Sua morte.

Antes de tudo, algo precisa ficar gravado em seus corações para que jamais se esqueçam: “Não os deixarei órfãos. Voltarei.” Eles jamais devem se sentir sozinhos. Jesus lhes fala de uma nova presença que os envolverá e lhes dará vida, pois os alcançará no mais profundo do seu ser. Ele não os esquecerá. Ele virá e estará com eles.

Jesus não pode mais ser visto com a luz deste mundo, mas pode ser percebido por seus seguidores com os olhos da fé. Não deveríamos valorizar e reacender ainda mais essa presença do Jesus ressuscitado em nosso meio? Como podemos trabalhar por um mundo mais humano e uma Igreja mais evangélica se não o sentirmos ao nosso lado?

Jesus lhes fala de uma nova experiência que seus discípulos ainda não haviam conhecido, enquanto o seguiam pelas estradas da Galileia: “Vocês saberão que eu estou no Pai e vocês estão em mim.” Esta é a experiência fundamental que sustenta a nossa fé. No fundo de nossos corações cristãos, sabemos que Jesus está com o Pai e nós estamos com Ele. Isto muda tudo.

Esta experiência é alimentada pelo amor: “Quem me ama… eu o amarei e me revelarei a ele”. É possível seguir Jesus, carregando nossa cruz diariamente, sem amá-lo e sem sentir-se profundamente amado por ele? É possível impedir o declínio do cristianismo sem reacender esse amor? Que força pode mover a Igreja se a deixarmos morrer? Quem pode preencher o vazio deixado por Jesus? Quem pode substituir sua presença viva entre nós?

6º Domingo da Páscoa – Ano A

(João 14,15-21)

10 de maio

José Antonio Pagola

buenasnoticias@ppc-editorial.com

Fonte: Facebook

sexta-feira, 1 de maio de 2026

“Acreditando em Jesus, o Cristo”. – Reflexão de José Antonio Pagola.

 

“Respondeu Jesus: <Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim>.  (Jo 14,6)

Hoje temos uma ótima reflexão, que tem como a base o texto bíblico João 14, 1-12 (Jesus Cristo é o caminho para o Pai). É de autoria do padre e teólogo espanhol José Antonio Pagola.

O texto foi publicado pelo autor na sua página no Facebook.

Vale a pena ler!

WCejnóg

Por José Antonio Pagola

29 abril 2026

ACREDITANDO EM JESUS, O CRISTO

Há momentos na vida de verdadeira sinceridade em que as perguntas mais decisivas surgem de dentro de nós com lucidez e clareza incomuns: afinal, em que acredito? O que espero? Em quem baseio minha existência?

Ser cristão é, antes de tudo, crer em Cristo. É ter a sorte de encontrá-lo. Acima de todas as crenças, fórmulas, ritos ou ideologias, o que é verdadeiramente decisivo na experiência cristã é o encontro com Jesus, o Cristo. Descobrir por experiência própria, sem que ninguém precise nos dizer de fora, toda a força, a luz, a alegria, a vida que podemos receber de Cristo. Ser capaz de dizer, por experiência própria, que Jesus é "o caminho, a verdade e a vida".

Primeiro, descobri-lo como o caminho. Ouvir nele o convite para caminhar, para sempre avançar, nunca parar, para nos renovarmos constantemente, para mergulhar mais fundo na vida, para construir um mundo justo, para tornar a Igreja mais evangélica. Apoiar-se em Cristo para percorrer dia após dia o caminho doloroso e, ao mesmo tempo, alegre que leva da desconfiança à fé.

Em segundo lugar, encontrar a verdade em Cristo. Descobrir nele Deus na raiz e no fim do amor que os seres humanos dão e recebem. Perceber, finalmente, que uma pessoa só é humana no amor. Descobrir que a única verdade é o amor, e descobri-la aproximando-se do ser concreto que sofre e é esquecido.

Em terceiro lugar, encontrar a vida em Cristo. Na realidade, cremos naquele que nos dá a vida. Portanto, ser cristão não é admirar um líder ou fazer uma confissão sobre Cristo. É encontrar um Cristo vivo, capaz de nos fazer viver.

Jesus é "o caminho, a verdade e a vida". Ele é outro caminho para a vida. Outra maneira de ver e sentir a existência. Uma dimensão mais profunda. Uma clareza diferente e uma generosidade diferente. Um horizonte diferente e uma compreensão diferente. Uma luz diferente. Uma energia diferente. Uma maneira diferente de ser. Uma liberdade diferente. Uma esperança diferente. Uma maneira diferente de viver e uma maneira diferente de morrer.

5 Páscoa - Ano A

(João 14,1-12)

3 de maio de 2026

José Antonio Pagola

buenasnoticias@ppc-editorial.com

Fonte: Facebook

 

sexta-feira, 24 de abril de 2026

“Encontrando a porta certa”. – Reflexão de José Antonio Pagola.

 

Eu sou a porta; quem entra por mim será salvo. Entrará e sairá, e encontrará pastagem". (Jo 10,9)

A reflexão de hoje tem como base o texto bíblico João 10,1-10 (Cristo: uma porta grande e aberta). É de autoria do padre e teólogo espanhol José Antonio Pagola.

O texto foi publicado pelo autor na sua página no Facebook.

Vale a pena conferir!

WCejnóg

Por José Antonio Pagola

22 de abril de 2026

ENCONTRANDO A PORTA CERTA

O Evangelho de João apresenta Jesus com imagens originais e belas. Ele quer que seus leitores descubram que somente ele pode responder plenamente às necessidades mais fundamentais da humanidade. Jesus é “o pão da vida”: quem se alimenta dele não terá fome. Ele é “a luz do mundo”: quem o segue não andará em trevas. Ele é “o bom pastor”: quem ouve a sua voz encontrará a vida.

Entre essas imagens, há uma, humilde e quase esquecida, que, no entanto, contém um significado profundo. “Eu sou a porta”. Esse é Jesus. Uma porta aberta. Quem o segue cruza um limiar que leva a um novo mundo: uma nova maneira de entender e viver a vida.

O evangelista explica isso com três características: “Quem entrar por mim será salvo”. A vida tem muitos caminhos. Nem todos levam ao sucesso ou garantem uma vida plena. Quem, de alguma forma, se conecta com Jesus e tenta segui-lo, está entrando pela porta certa. Não arruinará sua vida. A salvará.

O evangelista diz algo mais. Quem entra por meio de Jesus “poderá entrar e sair”. Tem liberdade de movimento. Entra num espaço onde pode ser livre, pois é guiado apenas pelo Espírito de Jesus. Não é a terra da anarquia ou da devassidão. “Entra e sai”, passando sempre por aquela “porta” que é Jesus, e segue os seus passos.

O evangelista acrescenta ainda outro detalhe: quem entra por aquela porta que é Jesus “encontrará pastagens”, não passará fome nem sede. Encontrará alimento sólido e abundante para viver.

Cristo é a “porta” pela qual nós, cristãos, também devemos entrar hoje se quisermos reacender a nossa identidade. Um cristianismo composto por pessoas batizadas que se relacionam com um Jesus mal compreendido, vagamente lembrado, afirmado apenas ocasionalmente de forma abstrata, um Jesus silencioso que nada diz de especial ao mundo de hoje, um Jesus que não toca os corações… é um cristianismo sem futuro.

Só Cristo pode nos conduzir a um novo nível de vida cristã, mais bem fundamentada, motivada e nutrida pelo Evangelho. Cada um de nós pode contribuir para garantir que, na Igreja dos próximos anos, Jesus seja sentido e vivido com mais vivacidade e paixão. Podemos tornar a Igreja mais semelhante a Jesus.

4º Domingo da Páscoa - Ano A

(João 10,1-10)

26 de abril de 2026

José Antonio Pagola

buenasnoticias@ppc-editorial.com

Fonte: Facebook