Temas diversos. Observar, pensar, sentir, fazer crítica construtiva e refletir sobre tudo que o mundo e a própria vida nos traz - é o meu propósito. Um pequeno espaço para uma visão subjetiva, talvez impregnada de utopia, mas, certamente, repleta de perguntas, questionamentos, dúvidas e buscas, que norteiam a vida de muitas pessoas nos dias de hoje.

As perguntas sobre a existência e a vida humana, sobre a fé, a Bíblia, a religião, a Igreja (sobretudo a Igreja Católica) e sobre a sociedade em que vivemos – me ajudam a buscar uma compreensão melhor desses assuntos, com a qual eu me identifico. Nessa busca, encontrando as melhores interpretações, análises e colocações – faço questão para compartilhá-las com os visitantes desta página.

Dedico este Blog de modo especial a todos os adolescentes e jovens cuja vida está cheia de indagações.
"Navegar em mar aberto, vivendo em graça ou não, inteiramente no poder de Deus..." (Soren Kierkegaard)

sábado, 25 de julho de 2026

“Procurando Deus”. – Reflexão de José Antonio Pagola.

 

“O Reino dos céus é também semelhante a um tesouro escondido num campo. Um homem o encontra, mas o esconde de novo. E, cheio de alegria, vai, vende tudo o que tem para comprar aquele campo"  (Mt 13, 44)

 

A reflexão de hoje tem como base o texto bíblico Mateus 13, 44-52 (Parábolas de Reino do Céu -Tesouro escondido). É de autoria do padre e teólogo espanhol José Antonio Pagola.

O texto foi publicado pelo autor na sua página no Facebook.

Não deixe de conferir!

WCejnóg

Por José Antônio Pagola

24 Julho 2026

PROCURANDO DEUS

Estudos sociológicos dizem que a crise religiosa está deslizando para a Europa em direção a uma crescente "indiferença". Uma indiferença silenciosa, distanciada de qualquer pensamento sobre Deus. No entanto, cada pessoa está se movendo em direção a isso, movida por uma certa "nostalgia por Deus", sentindo a necessidade de buscar "algo diferente", um novo modo de acreditar Nele. Como procurar Deus?

Sem dúvida, cada pessoa deve começar pela própria experiência. Não há necessidade de copiar os outros. Não há necessidade de forçar ou fingir. Cada pessoa conhece os seus próprios desejos e sofrimentos, a sua vacuidade e medos. Cada pessoa conhece a sua própria "necessidade" de Deus. A Sua voz nunca para. Ele não grita com os lábios, mas sussurra ao coração.

Portanto, não é suficiente procurar Deus apenas com base na própria intuição. Há muitas maneiras de se enganar a si mesmo ou de andar em círculos sobre si mesmo, sobre os seus sentimentos e ideias. Portanto, é melhor compartilhar a própria experiência com alguém que possa nos guiar pela sua própria experiência com Deus. Esta partilha mútua pode ser o melhor estímulo para continuar a procurar por Ele.

Em Sua parábola do "tesouro escondido no campo", Jesus fala do homem que, "cheio de alegria", vende tudo o que tem para obter o tesouro. Procurar Deus não produz tristeza ou amargura; ao contrário, gera alegria e paz, porque a pessoa começa a descobrir onde está a verdadeira felicidade. Vamos lembrar o Santo Augusto: "Apenas o que faz um homem bom pode fazê-lo feliz."

17 Tempo Comum – A

https://www.facebook.com/profile.php?id=100044344993299 

(Mateus 13,44-52)

26 de julho

José Antonio Pagola

Fonte: Facebook

sábado, 18 de julho de 2026

“Fermento de uma vida mais humana”. – Reflexão de José Antonio Pagola.

 

“E contou-lhes outra parábola: "O Reino dos céus é como um grão de mostarda que um homem plantou em seu campo. Embora seja a menor entre todas as sementes, quando cresce, torna-se uma das maiores plantas e atinge a altura de uma árvore, de modo que as aves do céu vêm fazer os seus ninhos em seus ramos".

E contou-lhes ainda outra parábola: "O Reino dos céus é como o fermento que uma mulher tomou e misturou com uma grande quantidade de farinha, e toda a massa ficou fermentada". Jesus falou todas estas coisas à multidão por parábolas.”  (Mt 13, 31-34a)

Hoje temos uma ótima reflexão, que tem como a base o texto bíblico Mateus 13,24-43 (Parábolas do Reino). É de autoria do padre e teólogo espanhol José Antonio Pagola. 

O texto foi publicado pelo autor na sua página no Facebook.

Vale a pena conferir!

WCejnóg

Por José Antonio Pagola

16 de julho de 2026

FERMENTO DE UMA VIDA MAIS HUMANA

É surpreendente ver com que frequência Jesus se dirige aos seus discípulos para os advertir contra uma falsa “impaciência messiânica” que não respeita o ritmo da ação discreta, porém vigorosa, de Deus.

Àqueles que esperam que Ele desencadeie um movimento forte e abrangente, capaz de pôr fim a outras correntes e alternativas, Jesus fala de uma ação de Deus mais humilde e respeitosa. O mundo é um campo de sementes opostas. E o reino de Deus cresce ali, na densidade dessa vida, por vezes tão ambígua e complexa.

Ali Deus está salvando a humanidade. Nesses comportamentos coletivos, por vezes impulsionados por grandes ideais e outras vezes por um egoísmo obscuro. Nesses mil gestos que fazemos todos os dias, onde a generosidade se mistura com a mais inconfessável mesquinhez.

Àqueles que esperam o desenrolar de algo espetacular e poderoso, Jesus fala de um reinado de Deus mais simples e discreto. Não se trata de algo que vise desencadear grandes movimentos de massa. O reino de Deus já está em ação, mas como uma minúscula semente de mostarda, quase insignificante, que germina humildemente, ou como um imperceptível grão de fermento que se perde na massa, fermentando-a por dentro.

Não pavimentaremos o caminho para o reino de Deus emitindo excomunhões contra outros grupos, partidos ou ideologias, nem condenando tudo o que não se alinha com o nosso pensamento. Não o estabeleceremos na sociedade reunindo grandes multidões ou conquistando os aplausos passageiros das massas.

O reino de Deus é um "fermento da humanidade" e cresce em cada canto obscuro do mundo onde a humanidade é amada e onde há uma luta por uma humanidade mais digna. Pavimentaremos o caminho para o reino de Deus permitindo que o poder do Evangelho transforme a nossa maneira de viver, amar, trabalhar, desfrutar, lutar e ser.

16º Domingo do Tempo Comum – Ano A

(Mateus 13,24-43)

19 de julho

José Antonio Pagola

buenasnoticias@ppc-editorial.com

Fonte: Facebook

 

sábado, 11 de julho de 2026

“Semear com fé”. – Reflexão de José Antonio Pagola.

 

Escutai vós, pois, a parábola do semeador.

Ouvindo alguém a palavra do reino, e não a entendendo, vem o maligno, e arrebata o que foi semeado no seu coração; este é o que foi semeado junto ao caminho.

 O que foi semeado em pedregais é o que ouve a palavra, e logo a recebe com alegria;

Mas não tem raiz em si mesmo, antes é de pouca duração; e, chegada a angústia e a perseguição, por causa da palavra, logo se ofende;

E o que foi semeado entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo, e a sedução das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera;

Mas, o que foi semeado em boa terra é o que ouve e compreende a palavra; e fruto, e um produz cem, outro sessenta, e outro trinta."  .  (Mt 13, 18-23)

 

Hoje temos uma ótima reflexão, que tem como a base o texto bíblico Mateus 13,1-23 (Parábola do Semeador). É de autoria do padre e teólogo espanhol José Antonio Pagola.

O texto foi publicado pelo autor na sua página no Facebook.

Vale a pena ler!

                                                                                                                                               WCejnóg

Por José António Pagola

8 de julho de 2026 

SEMEAR COM FÉ

Em poucos anos, estamos a passar de uma sociedade profundamente religiosa, onde o cristianismo desempenhava um papel decisivo na vida das pessoas e na interação social, para um estilo de vida mais secular e laico, onde a religião está a perder importância.

Habituados a uma "sociedade cristã" onde a religião estava visivelmente presente nas nossas ruas, praças, escolas e lares, muitos fiéis sentem-se inquietos e sofrem perante esta nova situação.

Além disso, quase sem nos apercebermos, podemos chegar à conclusão de que o Evangelho perdeu a sua força anterior e que a mensagem de Jesus já não tem a força nem a convicção para ressoar no homem moderno.

Por isso, é necessário ouvir atentamente a parábola de Jesus. Mesmo na sua aparente insignificância e modéstia, o Evangelho contém ainda um poderoso potencial para "salvar" a humanidade daquilo que a desumaniza. Dificilmente encontraremos algo ou alguém que possa dar um sentido mais humano e libertador às nossas vidas.

 É certo que, para exercer o seu poder libertador, este evangelho deve ser apresentado fielmente, em toda a sua verdade, as suas exigências e a sua esperança. Sem distorções nem covardias. Sem preconceitos intencionais ou manipulação egoísta.

Também é verdade que o evangelho exige uma aceitação sincera e uma disponibilidade total. E há muitos fatores que, como a riqueza, os interesses egoístas ou a covardia, podem abafar e anular a eficácia das palavras de Jesus.

Mas o evangelho ainda hoje possui um poder humanizador insuspeito. Esquecer isso seria um erro lamentável para a sociedade moderna. Em todo o caso, nós, crentes, devemos lembrar-nos que este não é um tempo de "colher", mas um tempo de semear com fé no poder renovador contido no evangelho.

15º Domingo do Tempo Comum – Ano A

(Mateus 13,1-23)

12 de julho

José António Pagola

buenasnoticias@ppc-editorial.com

Fonte: Facebook