Temas diversos. Observar, pensar, sentir, fazer crítica construtiva e refletir sobre tudo que o mundo e a própria vida nos traz - é o meu propósito. Um pequeno espaço para uma visão subjetiva, talvez impregnada de utopia, mas, certamente, repleta de perguntas, questionamentos, dúvidas e buscas, que norteiam a vida de muitas pessoas nos dias de hoje.

As perguntas sobre a existência e a vida humana, sobre a fé, a Bíblia, a religião, a Igreja (sobretudo a Igreja Católica) e sobre a sociedade em que vivemos – me ajudam a buscar uma compreensão melhor desses assuntos, com a qual eu me identifico. Nessa busca, encontrando as melhores interpretações, análises e colocações – faço questão para compartilhá-las com os visitantes desta página.

Dedico este Blog de modo especial a todos os adolescentes e jovens cuja vida está cheia de indagações.
"Navegar em mar aberto, vivendo em graça ou não, inteiramente no poder de Deus..." (Soren Kierkegaard)

sexta-feira, 30 de outubro de 2026

“É bom acreditar”. – Reflexão de José Antonio Pagola.

 

Considero que todas as reflexões que trago para este blog Indagações-Zapytania 

trazem uma interpretação interessante e uma visão autêntica e realista das 

mensagens contidas nos textos da Bíblia. Tenho muito aprazo pelos autores, 

cujos textos apresento aqui.

A Palavra das Escrituras é o caminho para a libertação do ser humano como filho de Deus e para devida valorizaçao da sua dignidade. A Palavra de Deus nunca deve ser usada para formular a desinformação, ou para 

fomentar ingenuidade, hipocrisia ou falsidade.

Essa é a ideia princiapal deste blog: através de boas reflexõe encontrar

os esclarecimentos, que possam nos ajudar a alcançar respostas melhores 

para as indagações que nos inquietam. Espero que, pelo menos em parte, 

as postagens deste blog cumpram o seu objetivo. (W.Cejnog)

  

“Naquele tempo, vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, e Jesus começou a ensiná-los: ’Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus (...)”. (Mt 5, 1-3)

 

A reflexão de hoje tem como base o texto bíblico Mateus 5,1-12a (As Bem-Aventuranças). É de autoria do padre e teólogo espanhol José Antonio Pagola.

O texto foi publicado pelo autor na sua página no Facebook.

Vale a pena ler!

WCejnóg

Por José António Pagola

29 de outubro de 2026

É BOM ACREDITAR


Muitas vezes pensa-se que a fé está relacionada com a salvação eterna da humanidade, mas não com a felicidade concreta de cada dia, que é o que nos interessa agora. Além disso, há quem suspeite que sem Deus e sem religião seríamos mais felizes. Por isso, é saudável recordar algumas convicções cristãs que podem ter sido esquecidas ou obscurecidas por uma apresentação imprecisa ou insuficiente da fé. Aqui ficam algumas delas.

Deus criou-nos unicamente por amor, não para seu próprio benefício ou pensando nos seus próprios interesses, mas procurando a nossa felicidade. A única coisa que interessa a Deus é o nosso bem.

Deus quer a nossa felicidade não apenas depois da morte, naquilo a que chamamos "vida eterna", mas agora, nesta vida. É por isso que Ele está presente na nossa existência, promovendo o nosso bem, nunca o nosso mal.

Deus respeita as leis da natureza e a liberdade da humanidade. Ele não impõe nem a liberdade humana nem a criação. Mas Ele está conosco, apoiando a nossa luta por uma vida mais humana e dirigindo a nossa liberdade para o bem. É por isso que, a cada instante, temos a graça de Deus para sermos o mais felizes possível.

 

A moral não consiste em obedecer a leis arbitrariamente impostas por Deus. Se Ele quer que ouçamos as exigências morais que trazemos no coração, é porque cumpri-las é bom para nós. Deus não proíbe o que é bom para os seres humanos, nem nos obriga a fazer o que pode ser prejudicial. Ele só quer o que é bom para nós.

Converter-se a Deus não significa escolher uma vida mais infeliz e entediante, mas sim dirigir a própria liberdade para uma existência mais humana, saudável e, em última análise, mais feliz, mesmo que isso exija sacrifícios e renúncia. Ser feliz tem sempre as suas exigências.

Ser cristão é aprender a "viver bem" seguindo o caminho aberto por Jesus. As Bem-aventuranças são o núcleo mais significativo e "escandaloso" deste caminho. O caminho para a felicidade é trilhado com um coração simples e transparente, com fome e sede de justiça, trabalhando pela paz com corações compassivos e suportando os fardos da viagem com mansidão. Este caminho, delineado nas Bem-aventuranças, leva-nos a conhecer, ainda aqui na terra, a felicidade vivida e experimentada pelo próprio Jesus.

Dia de Todos os Santos – A

(Mateus 5,1-12a)

1 de novembro

Fontes: http://www.gruposdejesus.com

Fonte: Facebook

 

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

“O amor é tudo”. – Reflexão de José Antonio Pagola.

 

“Jesus respondeu: — "Ame ao Senhor, o seu Deus, com todo o seu coração, com toda a sua alma e com todo o seu entendimento". Este é o primeiro e maior mandamento. E o segundo é semelhante a ele: "Ame ao seu próximo como a você mesmo". Desses dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas”. (Mt 22,37-40)

 

Hoje temos mais uma boa reflexão, que tem como a base o texto bíblico Mateus 22, 34-40 (Dois grandes mandamentos). É de autoria do padre e teólogo espanhol José Antonio Pagola.

O texto foi publicado pelo autor na sua página no Facebook.

WCejnóg


 
Por José Antonio Pagola

21 de outubro de 2026

O AMOR É TUDO

Os judeus chegaram a contabilizar seiscentos e treze mandamentos que deviam ser observados para cumprir integralmente a Lei. Por isso, não era incomum, nos círculos rabínicos, surgirem perguntas como a que fazem a Jesus, numa tentativa de buscar o essencial: qual é o primeiro de todos os mandamentos?

Jesus responde de maneira clara e precisa: «O primeiro é: “Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu ser”. O segundo é este: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Não há mandamento maior do que estes». Como ouvir, hoje, estas palavras fundamentais de Jesus?

Há algo que se nos revela com toda a clareza: o amor é tudo. O que nos é pedido na vida é amar. Aí está a chave. Podemos, depois, extrair todo tipo de consequências e desdobramentos, mas o essencial é viver diante de Deus e dos outros numa atitude de amor. Se pudéssemos agir sempre assim, tudo estaria salvo. Não há nada mais importante do que isso, nem mesmo a prática de uma determinada religião.

Mas por que o amor é a força que dá sentido, verdade e plenitude à vida? Essa centralidade do amor fundamenta-se, segundo a fé cristã, numa realidade: Deus, a origem de toda a vida, é, Ele mesmo, amor. Essa é a definição ousada e insuperável da fé cristã: «Deus é amor» (1 João 4,8). De certo modo — ainda que a expressão seja limitada —, Deus consiste em amar; Deus não sabe, não quer e não pode fazer outra coisa senão amar. Podemos duvidar de tudo, mas daquilo que nunca devemos duvidar é do Seu amor.

É precisamente por isso que amar a Deus significa encontrar o nosso próprio bem. O que dá verdadeira glória a Deus não é o nosso mal, mas a nossa vida e plenitude. Quem ama a Deus e sabe-se amado por Ele com amor infinito aprende a olhar para si mesmo, a valorizar-se e a cuidar de si com verdadeiro amor. Quanta força e dinamismo essa maneira peculiar de nos compreendermos gera em nós! Quantos medos e angústias se dissipam dentro de nós! Como a vida se torna diferente quando a pessoa aprende a dizer: «Senhor, faça-se a Tua vontade, pois assim vai se construindo também o meu próprio bem».

Por outro lado, é então que se compreende, em sua verdadeira profundidade, o segundo mandamento: «Amarás o teu próximo como a ti mesmo». Quem ama a Deus sabe que não pode viver em uma atitude de indiferença, descaso ou esquecimento em relação aos outros. A única postura humana diante de qualquer pessoa que encontremos na vida é amá-la.

Isso não significa que a intimidade com a esposa, a relação com um cliente ou o encontro casual com alguém na rua devam ser vividos da mesma maneira. O que se nos pede é agir, em cada situação, buscando positivamente o bem que desejamos para nós mesmos. Em tempos em que tudo parece ser questionado, é bom lembrar que existe algo inquestionável: o ser humano é verdadeiramente humano quando sabe viver amando a Deus e ao seu próximo.

30º Domingo do Tempo Comum – Ano A

(Mateus 22, 34-40)

25 de outubro

José Antonio Pagola

buenasnoticias@ppc-editorial.com

 

Fonte: Facebook