Temas diversos. Observar, pensar, sentir, fazer crítica construtiva e refletir sobre tudo que o mundo e a própria vida nos traz - é o meu propósito. Um pequeno espaço para uma visão subjetiva, talvez impregnada de utopia, mas, certamente, repleta de perguntas, questionamentos, dúvidas e buscas, que norteiam a vida de muitas pessoas nos dias de hoje.

As perguntas sobre a existência e a vida humana, sobre a fé, a Bíblia, a religião, a Igreja (sobretudo a Igreja Católica) e sobre a sociedade em que vivemos – me ajudam a buscar uma compreensão melhor desses assuntos, com a qual eu me identifico. Nessa busca, encontrando as melhores interpretações, análises e colocações – faço questão para compartilhá-las com os visitantes desta página.

Dedico este Blog de modo especial a todos os adolescentes e jovens cuja vida está cheia de indagações.
"Navegar em mar aberto, vivendo em graça ou não, inteiramente no poder de Deus..." (Soren Kierkegaard)

sábado, 16 de maio de 2026

“Fazer discípulos de Jesus”. – Reflexão de José Antonio Pagola.

 

Considero que todas as reflexões que trago para este blog Indagações-Zapytania trazem uma interpretação interessante e uma visão autêntica e realista das mensagens contidas nos textos da Bíblia. Tenho muito aprazo pelos autores, cujos textos apresento aqui.

A Palavra das Escrituras é o caminho para a libertação do ser humano como filho de Deus e para devida valorização da sua dignidade. A Palavra de Deus nunca deve ser usada para formular a desinformação, ou para fomentar ingenuidade, hipocrisia ou falsidade.

Essa é a ideia principal deste blog: através de boas reflexões encontrar os esclarecimentos, que possam nos ajudar a alcançar respostas melhores para as indagações que nos inquietam. Espero que, pelo menos em parte, as postagens deste blog cumpram o seu objetivo. (W.Cejnog)

 

“E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo (...)”. (Mt 28,18-19)

 

A reflexão de hoje tem como base o texto bíblico Mateus 28,16-20 (Ascensão do Senhor). É de autoria do padre e teólogo espanhol José Antonio Pagola.  O texto foi publicado pelo autor na sua página no Facebook.

Vale a pena ler!

WCejnóg

Por José Antonio Pagola

13 maio 26

FAZER DISCÍPULOS DE JESUS

Mateus descreve a despedida de Jesus, delineando os princípios orientadores que guiarão para sempre os seus discípulos, as características que definirão a sua Igreja para cumprir fielmente a sua missão.

O ponto de partida é a Galileia. É aí que Jesus os convoca. A ressurreição não os deve levar a esquecer o que viveram com Ele na Galileia. Aí, ouviram-no falar de Deus com parábolas comoventes. Aí, viram-no aliviar o sofrimento, oferecer o perdão de Deus e acolher os mais esquecidos. É precisamente isso que devem continuar a transmitir.

Entre os discípulos que rodeiam Jesus ressuscitado, há "crentes" e há aqueles que "duvidam". O narrador é realista. Os discípulos "prostram-se". Sem dúvida, querem acreditar, mas em alguns, surgem dúvidas e indecisões. Talvez estejam com medo, incapazes de compreender tudo o que isso significa. Mateus compreende a fragilidade da fé das comunidades cristãs. Sem Jesus, ela em breve se dissiparia.

Jesus aproxima-se e entra em contacto com eles. Ele tem a força e o poder que lhes faltam. O Ressuscitado recebeu do Pai a autoridade do Filho de Deus com "pleno poder no céu e na terra". Se confiarem nele, não vacilarão.

Jesus diz-lhes precisamente qual deve ser a sua missão. Não é simplesmente "ensinar doutrina", nem é meramente "anunciar o Ressuscitado". Sem dúvida que os discípulos de Jesus terão de ter em atenção vários aspectos: "dar testemunho do Ressuscitado", "proclamar o evangelho", "estabelecer comunidades"..., mas tudo será, em última análise, dirigido para um objetivo: "fazer discípulos" de Jesus.

Esta é a nossa missão: fazer "seguidores" de Jesus que conheçam a sua mensagem, se identifiquem com a sua visão, aprendam a viver como Ele e reflitam a sua presença no mundo de hoje. Atividades tão fundamentais como o batismo, o compromisso com Jesus e o ensino de "tudo o que Ele ordenou" são formas de aprender a ser seus discípulos. Jesus promete-lhes a sua presença e ajuda constantes. Não estarão sozinhos nem abandonados, mesmo que sejam poucos, mesmo que sejam apenas dois ou três.

Esta é a comunidade cristã. A força do Senhor Ressuscitado sustenta-a com o Seu Espírito. Tudo está direcionado para a aprendizagem e para o ensino de como viver como Jesus e a partir de Jesus. Ele continua a viver nas Suas comunidades. Ele continua conosco e entre nós, curando, perdoando, acolhendo… salvando.

 

Ascensão do Senhor – Ano A

(Mateus 28,16-20)

17 de maio

José António Pagola

buenasnoticias@ppc-editorial.com

Fonte: Facebook

sexta-feira, 8 de maio de 2026

“Não somos órfãos”. – Reflexão de José Antonio Pagola.

 

Considero que todas as reflexões que trago para este blog Indagações-Zapytania trazem uma interpretação interessante e uma visão autêntica e realista das mensagens contidas nos textos da Bíblia. Tenho muito aprazo pelos autores, cujos textos apresento aqui.

A Palavra das Escrituras é o caminho para a libertação do ser humano como filho de Deus e para devida valorização da sua dignidade. A Palavra de Deus nunca deve ser usada para formular a desinformação, ou para fomentar ingenuidade, hipocrisia ou falsidade.

Essa é a ideia princiapal deste blog: através de boas reflexõe encontrar os esclarecimentos, que possam nos ajudar a alcançar respostas melhores para as indagações que nos inquietam. Espero que, pelo menos em parte, as postagens deste blog cumpram o seu objetivo. (W.Cejnog)

 

“Não os deixarei órfãos; voltarei para vocês”. (Jo 14,18)

 

A reflexão de hoje tem como base o texto bíblico Jo 14,15-21 (Quem ama, nunca abandona!). É de autoria do padre e teólogo espanhol José Antonio Pagola.

O texto foi publicado pelo autor na sua página no Facebook.

Vale a pena conferirr!

WCejnóg

Por José Antonio Pagola

6 maio 2026

NÃO SOMOS ÓRFÃOS

Uma Igreja formada por cristãos que se relacionam com um Jesus pouco compreendido, pouco amado e rotineiramente lembrado é uma Igreja que corre o risco de desaparecer. Uma comunidade cristã reunida em torno de um Jesus adormecido, que não seduz nem toca os corações, é uma comunidade sem futuro.

Na Igreja de Jesus, precisamos urgentemente de uma nova qualidade em nosso relacionamento com Ele. Precisamos de comunidades cristãs marcadas pela experiência viva de Jesus. Todos podemos contribuir para que Jesus seja sentido e vivenciado na Igreja de uma nova maneira. Podemos torná-la mais de Jesus, mais unida a Ele. Como?

João recria em seu Evangelho a despedida de Jesus na Última Ceia. Os discípulos pressentem que Ele logo lhes será tirado. O que será deles sem Jesus? A quem seguirão? Onde alimentarão sua esperança? Jesus fala com eles com especial ternura. Antes de deixá-los, Ele quer mostrar-lhes como podem viver unidos a Ele, mesmo após a Sua morte.

Antes de tudo, algo precisa ficar gravado em seus corações para que jamais se esqueçam: “Não os deixarei órfãos. Voltarei.” Eles jamais devem se sentir sozinhos. Jesus lhes fala de uma nova presença que os envolverá e lhes dará vida, pois os alcançará no mais profundo do seu ser. Ele não os esquecerá. Ele virá e estará com eles.

Jesus não pode mais ser visto com a luz deste mundo, mas pode ser percebido por seus seguidores com os olhos da fé. Não deveríamos valorizar e reacender ainda mais essa presença do Jesus ressuscitado em nosso meio? Como podemos trabalhar por um mundo mais humano e uma Igreja mais evangélica se não o sentirmos ao nosso lado?

Jesus lhes fala de uma nova experiência que seus discípulos ainda não haviam conhecido, enquanto o seguiam pelas estradas da Galileia: “Vocês saberão que eu estou no Pai e vocês estão em mim.” Esta é a experiência fundamental que sustenta a nossa fé. No fundo de nossos corações cristãos, sabemos que Jesus está com o Pai e nós estamos com Ele. Isto muda tudo.

Esta experiência é alimentada pelo amor: “Quem me ama… eu o amarei e me revelarei a ele”. É possível seguir Jesus, carregando nossa cruz diariamente, sem amá-lo e sem sentir-se profundamente amado por ele? É possível impedir o declínio do cristianismo sem reacender esse amor? Que força pode mover a Igreja se a deixarmos morrer? Quem pode preencher o vazio deixado por Jesus? Quem pode substituir sua presença viva entre nós?

6º Domingo da Páscoa – Ano A

(João 14,15-21)

10 de maio

José Antonio Pagola

buenasnoticias@ppc-editorial.com

Fonte: Facebook