A reflexão de hoje tem como base o texto bíblico Mateus 18, 15-20 (Correção fraterna). É de autoria do padre e teólogo espanhol José Antonio Pagola.
O texto foi publicado pelo autor na sua página no Facebook.
Vale a pena ler!
WCejnóg
Por José Antonio Pagola
3 de setembro de 2026
O QUE ESTOU FAZENDO POR UMA IGREJA MAIS FIEL A JESUS?
“Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, ali estou eu no meio deles.” A melhor maneira de tornar Cristo presente em sua Igreja é permanecermos unidos, agindo “em seu nome”, movidos pelo seu Espírito. A Igreja precisa não tanto de nossas declarações de amor ou de nossas críticas, mas sim de nosso compromisso real. Há muitas perguntas que podemos nos fazer.
O que estou fazendo para criar um clima de conversão coletiva dentro desta Igreja, que sempre precisa de renovação e transformação? Como seria a Igreja se todos vivessem sua adesão a Cristo mais ou menos como eu? Seria mais ou menos fiel a Jesus?
O que eu contribuo em espírito, verdade e autenticidade para esta Igreja, tão necessitada de radicalismo evangélico, para oferecer um testemunho crível de Jesus em meio a uma sociedade indiferente e incrédula? Como posso contribuir com a minha vida para a construção de uma Igreja mais próxima dos homens e mulheres do nosso tempo, uma Igreja que saiba não só ensinar, pregar e exortar, mas sobretudo acolher, escutar e acompanhar aqueles que estão perdidos, sem conhecer o amor ou a amizade?
O que posso contribuir para a construção de uma Igreja samaritana, com um coração grande e compassivo, capaz de esquecer os seus próprios interesses, para viver centrada nos grandes problemas da humanidade?
O que posso fazer para que a Igreja se liberte dos medos e das amarras que a paralisam e a prendem ao passado, e se deixe penetrar e vivificar pela frescura e criatividade que brotam do Evangelho de Jesus?
O que posso contribuir nestes tempos para que a Igreja aprenda a “viver em minoria”, sem grandes pretensões sociais, mas humildemente, como “fermento” oculto, “sal” transformador, uma pequena “semente” disposta a morrer para dar vida? O que estou fazendo por uma Igreja mais alegre e esperançosa, uma Igreja mais livre e compreensiva, uma Igreja mais transparente e fraterna, uma Igreja mais fiel e credível, uma Igreja mais de Deus e menos do mundo, uma Igreja mais de Jesus e menos dos nossos próprios interesses e ambições? A Igreja muda quando nós mudamos; ela se transforma quando nós nos transformamos.
23º Domingo do Tempo Comum – Ano A
(Mateus 18,15-20)
6 de setembro
José Antonio Pagola
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