Considero que todas as reflexões que trago para este blog Indagações-Zapytania
trazem uma interpretação interessante e uma visão autêntica e realista das
mensagens contidas nos textos da Bíblia. Tenho muito aprazo pelos autores,
cujos textos apresento aqui.
A Palavra das Escrituras é o caminho para a libertação do ser humano como filho de Deus e para devida valorizaçao da sua dignidade. A Palavra de Deus nunca deve ser usada para formular a desinformação, ou para
fomentar ingenuidade, hipocrisia ou falsidade.
Essa é a ideia princiapal deste blog: através de boas reflexõe encontrar
os esclarecimentos, que possam nos ajudar a alcançar respostas melhores
para as indagações que nos inquietam. Espero que, pelo menos em parte,
as postagens deste blog cumpram o seu objetivo. (W.Cejnog)
“Naquele tempo, vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, e Jesus começou a ensiná-los: ’Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus (...)”. (Mt 5, 1-3)
A reflexão de hoje tem como base o texto bíblico Mateus 5,1-12a (As Bem-Aventuranças). É de autoria do padre e teólogo espanhol José Antonio Pagola.
O texto foi publicado pelo autor na sua página no Facebook.
Vale a pena ler!
WCejnóg
Por José António Pagola
29 de outubro de 2026
É BOM ACREDITAR
Muitas vezes pensa-se que a fé está relacionada com a salvação eterna da humanidade, mas não com a felicidade concreta de cada dia, que é o que nos interessa agora. Além disso, há quem suspeite que sem Deus e sem religião seríamos mais felizes. Por isso, é saudável recordar algumas convicções cristãs que podem ter sido esquecidas ou obscurecidas por uma apresentação imprecisa ou insuficiente da fé. Aqui ficam algumas delas.
Deus criou-nos unicamente por amor, não para seu próprio benefício ou pensando nos seus próprios interesses, mas procurando a nossa felicidade. A única coisa que interessa a Deus é o nosso bem.
Deus quer a nossa felicidade não apenas depois da morte, naquilo a que chamamos "vida eterna", mas agora, nesta vida. É por isso que Ele está presente na nossa existência, promovendo o nosso bem, nunca o nosso mal.
Deus respeita as leis da natureza e a liberdade da humanidade. Ele não impõe nem a liberdade humana nem a criação. Mas Ele está conosco, apoiando a nossa luta por uma vida mais humana e dirigindo a nossa liberdade para o bem. É por isso que, a cada instante, temos a graça de Deus para sermos o mais felizes possível.
A moral não consiste em obedecer a leis arbitrariamente impostas por Deus. Se Ele quer que ouçamos as exigências morais que trazemos no coração, é porque cumpri-las é bom para nós. Deus não proíbe o que é bom para os seres humanos, nem nos obriga a fazer o que pode ser prejudicial. Ele só quer o que é bom para nós.
Converter-se a Deus não significa escolher uma vida mais infeliz e entediante, mas sim dirigir a própria liberdade para uma existência mais humana, saudável e, em última análise, mais feliz, mesmo que isso exija sacrifícios e renúncia. Ser feliz tem sempre as suas exigências.
Ser cristão é aprender a "viver bem" seguindo o caminho aberto por Jesus. As Bem-aventuranças são o núcleo mais significativo e "escandaloso" deste caminho. O caminho para a felicidade é trilhado com um coração simples e transparente, com fome e sede de justiça, trabalhando pela paz com corações compassivos e suportando os fardos da viagem com mansidão. Este caminho, delineado nas Bem-aventuranças, leva-nos a conhecer, ainda aqui na terra, a felicidade vivida e experimentada pelo próprio Jesus.
Dia de Todos os Santos – A
(Mateus 5,1-12a)
1 de novembro
Fontes: http://www.gruposdejesus.com
Fonte: Facebook







