Temas diversos. Observar, pensar, sentir, fazer crítica construtiva e refletir sobre tudo que o mundo e a própria vida nos traz - é o meu propósito. Um pequeno espaço para uma visão subjetiva, talvez impregnada de utopia, mas, certamente, repleta de perguntas, questionamentos, dúvidas e buscas, que norteiam a vida de muitas pessoas nos dias de hoje.

As perguntas sobre a existência e a vida humana, sobre a fé, a Bíblia, a religião, a Igreja (sobretudo a Igreja Católica) e sobre a sociedade em que vivemos – me ajudam a buscar uma compreensão melhor desses assuntos, com a qual eu me identifico. Nessa busca, encontrando as melhores interpretações, análises e colocações – faço questão para compartilhá-las com os visitantes desta página.

Dedico este Blog de modo especial a todos os adolescentes e jovens cuja vida está cheia de indagações.
"Navegar em mar aberto, vivendo em graça ou não, inteiramente no poder de Deus..." (Soren Kierkegaard)

sábado, 1 de agosto de 2026

“Partilhar o pão”. – Reflexão de José Antonio Pagola.

 

“E, tendo mandado que a multidão se assentasse sobre a erva, (Jesus) tomou os cinco pães e os dois peixes, e, erguendo os olhos ao céu, os abençoou, e, partindo os pães, deu-os aos discípulos, e os discípulos à multidão. E comeram todos, e saciaram-se; e levantaram dos pedaços, que sobejaram, doze cestos cheios.” (Mt 14,19,20)

 

Hoje temos uma boa reflexão, que tem como base o texto bíblico Mateus 14,13-21  (O milagre da partilha). É de autoria do padre e teólogo espanhol José Antonio Pagola. O texto foi publicado pelo autor na sua página no Facebook.

Vale a pena conferir!

WCejnóg

Por José Antonio Pagola

29 Julho 2026

PARTILHAR O PÃO

Quase sem perceber e empurrado por vários fatores, temos gradualmente desumanizado aquele gesto muito sincero e humano de sentar-se à mesa para comer juntos.

A comida tornou-se para muitos algo puro e funcional, necessário para organizar rapidamente e precisamente dentro do dia de trabalho. Está cada vez mais raro esse momento privilegiado de encontro familiar ao redor da mesa. Em muitas casas, aquela mesa feita para ser cercada não é mais útil para os pais e os filhos se encontrarem, partilharem suas vidas, conversarem e descansem juntos.

Outros estão a acostumarem-se a "alimentar o seu corpo" nessas refeições impessoais em restaurantes ou no canto do balcão de autoatendimento. Não há poucos que sejam forçados a participar em refeições cerimoniais ou de trabalho, onde o gesto amigável de comer juntos é substituído por interesse, pragmatismo ou ostentação.

O gesto de Jesus, que convida as pessoas a recuar para partilhar uma refeição simples, abençoando Deus pelo pão que recebemos, pode ser um apelo a nós. Como Xabier Basurko diz em seu estudo "Partilhar o Pão", comer é muito mais do que "introduzir uma certa quantidade de calorias no corpo".

A necessidade de alimentar-se é, acima de tudo, um sinal da nossa pobreza radical. Os seres humanos são feitos para comer com os outros, partilhando a mesa com família e amigos. Comer juntos é para fraternizar, para dialogar, para crescer na amizade, para partilhar o dom da vida.

É por isso que é tão difícil agradecer a Deus quando alguém tem mais comida do que aquele que a precisa, enquanto outros sofrem de miséria e fome. Sentimos culpa por essas palavras de Gandhi: "Tudo o que você come sem necessidade é roubo do estômago do pobre." Talvez nos países de prosperidade devamos aprender a abençoar a mesa de outra forma: agradecendo a Deus, mas ao mesmo tempo, pedindo perdão por nossa falta de solidariedade e tornando-nos conscientes da nossa responsabilidade em relação aos famintos da Terra.

18 Tempo Comum – A

(Mateus 14,13-21)

2 de agosto

Fonte: Facebook

sábado, 25 de julho de 2026

“Procurando Deus”. – Reflexão de José Antonio Pagola.

 

“O Reino dos céus é também semelhante a um tesouro escondido num campo. Um homem o encontra, mas o esconde de novo. E, cheio de alegria, vai, vende tudo o que tem para comprar aquele campo"  (Mt 13, 44)

 

A reflexão de hoje tem como base o texto bíblico Mateus 13, 44-52 (Parábolas de Reino do Céu -Tesouro escondido). É de autoria do padre e teólogo espanhol José Antonio Pagola.

O texto foi publicado pelo autor na sua página no Facebook.

Não deixe de conferir!

WCejnóg

Por José Antônio Pagola

24 Julho 2026

PROCURANDO DEUS

Estudos sociológicos dizem que a crise religiosa está deslizando para a Europa em direção a uma crescente "indiferença". Uma indiferença silenciosa, distanciada de qualquer pensamento sobre Deus. No entanto, cada pessoa está se movendo em direção a isso, movida por uma certa "nostalgia por Deus", sentindo a necessidade de buscar "algo diferente", um novo modo de acreditar Nele. Como procurar Deus?

Sem dúvida, cada pessoa deve começar pela própria experiência. Não há necessidade de copiar os outros. Não há necessidade de forçar ou fingir. Cada pessoa conhece os seus próprios desejos e sofrimentos, a sua vacuidade e medos. Cada pessoa conhece a sua própria "necessidade" de Deus. A Sua voz nunca para. Ele não grita com os lábios, mas sussurra ao coração.

Portanto, não é suficiente procurar Deus apenas com base na própria intuição. Há muitas maneiras de se enganar a si mesmo ou de andar em círculos sobre si mesmo, sobre os seus sentimentos e ideias. Portanto, é melhor compartilhar a própria experiência com alguém que possa nos guiar pela sua própria experiência com Deus. Esta partilha mútua pode ser o melhor estímulo para continuar a procurar por Ele.

Em Sua parábola do "tesouro escondido no campo", Jesus fala do homem que, "cheio de alegria", vende tudo o que tem para obter o tesouro. Procurar Deus não produz tristeza ou amargura; ao contrário, gera alegria e paz, porque a pessoa começa a descobrir onde está a verdadeira felicidade. Vamos lembrar o Santo Augusto: "Apenas o que faz um homem bom pode fazê-lo feliz."

17 Tempo Comum – A

https://www.facebook.com/profile.php?id=100044344993299 

(Mateus 13,44-52)

26 de julho

José Antonio Pagola

Fonte: Facebook

sábado, 18 de julho de 2026

“Fermento de uma vida mais humana”. – Reflexão de José Antonio Pagola.

 

“E contou-lhes outra parábola: "O Reino dos céus é como um grão de mostarda que um homem plantou em seu campo. Embora seja a menor entre todas as sementes, quando cresce, torna-se uma das maiores plantas e atinge a altura de uma árvore, de modo que as aves do céu vêm fazer os seus ninhos em seus ramos".

E contou-lhes ainda outra parábola: "O Reino dos céus é como o fermento que uma mulher tomou e misturou com uma grande quantidade de farinha, e toda a massa ficou fermentada". Jesus falou todas estas coisas à multidão por parábolas.”  (Mt 13, 31-34a)

Hoje temos uma ótima reflexão, que tem como a base o texto bíblico Mateus 13,24-43 (Parábolas do Reino). É de autoria do padre e teólogo espanhol José Antonio Pagola. 

O texto foi publicado pelo autor na sua página no Facebook.

Vale a pena conferir!

WCejnóg

Por José Antonio Pagola

16 de julho de 2026

FERMENTO DE UMA VIDA MAIS HUMANA

É surpreendente ver com que frequência Jesus se dirige aos seus discípulos para os advertir contra uma falsa “impaciência messiânica” que não respeita o ritmo da ação discreta, porém vigorosa, de Deus.

Àqueles que esperam que Ele desencadeie um movimento forte e abrangente, capaz de pôr fim a outras correntes e alternativas, Jesus fala de uma ação de Deus mais humilde e respeitosa. O mundo é um campo de sementes opostas. E o reino de Deus cresce ali, na densidade dessa vida, por vezes tão ambígua e complexa.

Ali Deus está salvando a humanidade. Nesses comportamentos coletivos, por vezes impulsionados por grandes ideais e outras vezes por um egoísmo obscuro. Nesses mil gestos que fazemos todos os dias, onde a generosidade se mistura com a mais inconfessável mesquinhez.

Àqueles que esperam o desenrolar de algo espetacular e poderoso, Jesus fala de um reinado de Deus mais simples e discreto. Não se trata de algo que vise desencadear grandes movimentos de massa. O reino de Deus já está em ação, mas como uma minúscula semente de mostarda, quase insignificante, que germina humildemente, ou como um imperceptível grão de fermento que se perde na massa, fermentando-a por dentro.

Não pavimentaremos o caminho para o reino de Deus emitindo excomunhões contra outros grupos, partidos ou ideologias, nem condenando tudo o que não se alinha com o nosso pensamento. Não o estabeleceremos na sociedade reunindo grandes multidões ou conquistando os aplausos passageiros das massas.

O reino de Deus é um "fermento da humanidade" e cresce em cada canto obscuro do mundo onde a humanidade é amada e onde há uma luta por uma humanidade mais digna. Pavimentaremos o caminho para o reino de Deus permitindo que o poder do Evangelho transforme a nossa maneira de viver, amar, trabalhar, desfrutar, lutar e ser.

16º Domingo do Tempo Comum – Ano A

(Mateus 13,24-43)

19 de julho

José Antonio Pagola

buenasnoticias@ppc-editorial.com

Fonte: Facebook