Considero que todas as reflexões que trago para este blog Indagações-Zapytania trazem uma interpretação interessante e uma visão autêntica e realista das mensagens contidas nos textos da Bíblia. Tenho muito aprazo pelos autores, cujos textos apresento aqui.
A Palavra das Escrituras é o caminho para a libertação do ser humano como filho de Deus e para devida valorizaçao da sua dignidade. A Palavra de Deus nunca deve ser usada para formular a desinformação, ou para fomentar ingenuidade, hipocrisia ou falsidade.
Essa é a ideia princiapal deste blog: através de boas reflexõe encontrar os esclarecimentos, que possam nos ajudar a alcançar respostas melhores para as indagações que nos inquietam. Espero que, pelo menos em parte, as postagens deste blog cumpram o seu objetivo. (W.Cejnog)
“Não temais, pois; mais valeis vós do que muitos passarinhos”. (Mt 10,31)
A reflexão de hoje tem como base o texto bíblico Mateus 10:26-33 (Jesus encoraja seus discípulos a não temerem a perseguição, proclamando a verdade com ousadia). É de autoria do padre e teólogo espanhol José Antonio Pagola.
O texto foi publicado pelo autor na sua página no Facebook.
Vale a pena ler!
WCejnóg
Por José Antonio Pagola
18 de junho de 2026
LIBERTANDO AS NOSSAS COMUNIDADES DO MEDO
As fontes cristãs apresentam Jesus como alguém dedicado a libertar as pessoas do medo. Entristecia-se ao ver pessoas aterrorizadas pelo poder de Roma, intimidadas pelas ameaças dos mestres da lei, afastadas de Deus pelo medo da sua ira e culpadas pela sua falta de fidelidade à lei. Do seu coração, repleto de Deus, apenas um desejo podia brotar: “Não tenhais medo”. Estas são palavras de Jesus que se repetem inúmeras vezes nos Evangelhos. São as palavras que deveriam ser repetidas com mais frequência na sua Igreja também hoje.
O medo apodera-se de nós quando a desconfiança, a insegurança ou a falta de liberdade interior crescem no nosso coração. Este medo é o problema central da humanidade, e só nos podemos libertar dele enraizando as nossas vidas num Deus que procura apenas o nosso bem.Era assim que Jesus via as coisas. Por isso, dedicou-se, antes de mais, a despertar a confiança no coração das pessoas. A sua fé profunda e simples era contagiante: se Deus se preocupa com tanta ternura com os pardais do campo, os mais pequenos pássaros da Galileia, quanto mais se preocupará com você? Para Deus, você é mais importante e mais querido do que todas as aves do céu. Um cristão da primeira geração captou bem a sua mensagem: “Lançai sobre Deus toda a vossa ansiedade, pois Ele interessa-se pelo vosso bem”.
Com que força Jesus falava a cada doente: “Tende fé. Deus não se esqueceu de vós”. Com que alegria os despedia ao vê-los curados: “Ide em paz. Vivei bem”. Era o seu grande desejo: que as pessoas vivessem em paz, sem medo nem ansiedade: “Não se julguem, não se condenem, não se prejudiquem. Vivam em amizade”.
Há muitos medos que fazem as pessoas sofrer em segredo. O medo dói, dói muito. Onde o medo cresce, Deus perde-se de vista e a bondade no coração das pessoas é sufocada. A vida esvai-se, a alegria desaparece. Uma comunidade de seguidores de Jesus deve ser, acima de tudo, um lugar onde as pessoas se libertam dos seus medos e aprendem a viver confiando em Deus. Uma comunidade onde se sente uma paz contagiante e se experimenta uma amizade profunda, sendo possível ouvir hoje o chamamento de Jesus: "Não tenhais medo".
12º Domingo do Tempo Comum – Ano A
21 de junho
José António Pagola
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