Temas diversos. Observar, pensar, sentir, fazer crítica construtiva e refletir sobre tudo que o mundo e a própria vida nos traz - é o meu propósito. Um pequeno espaço para uma visão subjetiva, talvez impregnada de utopia, mas, certamente, repleta de perguntas, questionamentos, dúvidas e buscas, que norteiam a vida de muitas pessoas nos dias de hoje.

As perguntas sobre a existência e a vida humana, sobre a fé, a Bíblia, a religião, a Igreja (sobretudo a Igreja Católica) e sobre a sociedade em que vivemos – me ajudam a buscar uma compreensão melhor desses assuntos, com a qual eu me identifico. Nessa busca, encontrando as melhores interpretações, análises e colocações – faço questão para compartilhá-las com os visitantes desta página.

Dedico este Blog de modo especial a todos os adolescentes e jovens cuja vida está cheia de indagações.
"Navegar em mar aberto, vivendo em graça ou não, inteiramente no poder de Deus..." (Soren Kierkegaard)

sábado, 21 de fevereiro de 2026

“Fiel a Jesus no meio das tentações”. – Reflexão de José Antonio Pagola.

“Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás”.  (Mt 4,10)

Hoje temos uma boa reflexão, que tem como a base o texto bíblico Mateus 4, 1-11 (Jesus é tentado no deserto). É de autoria do padre e teólogo espanhol José Antonio Pagola.

O texto foi publicado pelo autor na sua página no Facebook.

Vale a pena conferir!

WCejnóg

18 Fevereiro 2026

Por José Antonio Pagola

FIEL A JESUS ​​NO MEIO DAS TENTAÇÕES

A primeira geração de cristãos interessou-se muito cedo pelas "tentações" de Jesus. Não queriam esquecer os conflitos e as lutas que ele teve de superar para se manter fiel a Deus. Isto ajudou-os a não se desviarem da sua única missão: construir um mundo mais humano seguindo os passos de Jesus.

A história é impactante. No "deserto", podemos ouvir a voz de Deus, mas também podemos sentir a força das trevas que nos afastam d’Ele. O "diabo" tenta Jesus usando a Palavra de Deus e baseando-se em salmos recitados em Israel: mesmo dentro da religião, a tentação de nos afastarmos de Deus pode estar escondida. 

Na primeira tentação, Jesus resiste a usar Deus para "transformar" pedras em pão. A primeira coisa de que uma pessoa precisa é de comer, mas "nem só de pão viverá o homem". A ânsia humana não se sacia apenas alimentando o corpo. Ela precisa de muito mais.

Precisamente para libertar aqueles que não têm pão da miséria, da fome e da morte, devemos despertar uma fome de justiça e de amor no mundo desumanizado dos complacentes.

Na segunda tentação, o diabo sugere, do alto do templo, que Jesus procure a segurança em Deus. Poderá viver em paz, "sustentado pelas Suas mãos", e caminhar sem tropeçar ou correr qualquer tipo de risco. Jesus responde: "Não ponhas à prova o Senhor teu Deus".

É diabólico organizar a religião como um sistema de crenças e práticas que oferecem segurança. Um mundo mais humano não se constrói com cada pessoa a refugiar-se na sua própria religião. Por vezes é necessário assumir compromissos arriscados, confiando em Deus como Jesus fez.

A cena final é de cortar a respiração. Jesus contempla o mundo do alto de uma montanha. Aos seus pés jazem "todos os reinos", com os seus conflitos, guerras e injustiças. Aí, deseja estabelecer o reino da paz e da justiça de Deus. O diabo, por outro lado, oferece-lhe poder e glória se o adorar.

A reação de Jesus é imediata: "Adorarás o Senhor teu Deus". O mundo não se torna humano pela força do poder. Não é possível impor o poder sobre os outros sem servir o diabo. Aqueles que seguem Jesus em busca de poder e glória vivem "de joelhos" diante do diabo. Não adoram o verdadeiro Deus.

1º Domingo da Quaresma – Ano A

(Mateus 4,1-11)

22 de fevereiro

José António Pagola

buenasnoticias@ppc-editorial.com

 

Fonte: Facebook

 

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