Temas diversos. Observar, pensar, sentir, fazer crítica construtiva e refletir sobre tudo que o mundo e a própria vida nos traz - é o meu propósito. Um pequeno espaço para uma visão subjetiva, talvez impregnada de utopia, mas, certamente, repleta de perguntas, questionamentos, dúvidas e buscas, que norteiam a vida de muitas pessoas nos dias de hoje.

As perguntas sobre a existência e a vida humana, sobre a fé, a Bíblia, a religião, a Igreja (sobretudo a Igreja Católica) e sobre a sociedade em que vivemos – me ajudam a buscar uma compreensão melhor desses assuntos, com a qual eu me identifico. Nessa busca, encontrando as melhores interpretações, análises e colocações – faço questão para compartilhá-las com os visitantes desta página.

Dedico este Blog de modo especial a todos os adolescentes e jovens cuja vida está cheia de indagações.
"Navegar em mar aberto, vivendo em graça ou não, inteiramente no poder de Deus..." (Soren Kierkegaard)

sábado, 25 de outubro de 2025

“Para os inaceitáveis”. – Reflexão de José Antonio Pagola.

Considero que todas as reflexões que trago para este blog Indagações-Zapytania trazem uma interpretação interessante e uma visão autêntica e realista das mensagens contidas nos textos da Bíblia. Tenho muito aprazo pelos autores, cujos textos apresento aqui.

A Palavra das Escrituras é o caminho para a libertação do ser humano como filho de Deus e para devida valorizaçao da sua dignidade. A Palavra de Deus nunca deve ser usada para formular a desinformação, ou para fomentar ingenuidade, hipocrisia ou falsidade.

Essa é a ideia princiapal deste blog: através de boas reflexõe encontrar os esclarecimentos, que possam nos ajudar a alcançar respostas melhores para as indagações que nos inquietam. Espero que, pelo menos em parte, as postagens deste blog cumpram o seu objetivo. (W.Cejnog)

 

“O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: <Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!>  Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado”. (Lc 18,13-14)

A reflexão de hoje tem como base o texto bíblico Lucas 18,9-14 (A Parábola do  Fariseu e do Publicano). É de autoria do padre e teólogo espanhol José Antonio Pagola.

O texto foi publicado pelo autor na sua página no Facebook.

Não deixe de ler!

WCejnóg

 Por José Antonio Pagola

22 Outubro 2025

PARA OS INACEITÁVEIS

Há uma frase de Jesus que, sem dúvida, reflete uma convicção e um estilo de ação que surpreendeu e escandalizou seus contemporâneos: "Os que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes... Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores." O fato é histórico: Jesus não se dirigiu aos piedosos, mas aos indignos e indesejáveis.

A razão é simples. Jesus rapidamente compreende que sua mensagem é supérflua para aqueles que vivem com segurança e contentamento em sua própria religião. Os "justos" dificilmente sentem necessidade de "salvação". A paz de espírito que advém de se sentir digno diante de Deus e aos olhos dos outros é suficiente para les.

Jesus expressa isso graficamente: um indivíduo cheio de saúde e força jamais pensaria em ir ao médico. Por que aqueles que, no fundo, se sentem inocentes, precisam do perdão de Deus? Como poderão aqueles que se sentem "protegidos" diante dele pela observância escrupulosa de suas leis apreciar seu imenso amor e sua compreensão inesgotável?

Aqueles que se consideram pecadores vivem uma experiência diferente. Eles têm plena consciência de sua miséria. Sabem que não podem se apresentar com dignidade suficiente diante de ninguém; nem mesmo diante de Deus; nem mesmo diante de si mesmos. O que podem fazer senão esperar tudo do perdão de Deus? Onde encontrarão a salvação senão abandonando-se confiantemente ao seu amor infinito?

Não sei quem lerá estas linhas. Neste momento, penso naqueles que se sentem incapazes de viver de acordo com as normas impostas pela sociedade; naqueles que não têm forças para viver o ideal moral estabelecido pela religião; naqueles que estão presos a uma vida indigna; naqueles que não ousam olhar sua esposa ou seus filhos nos olhos; naqueles que estão saindo da prisão apenas para retornar a ela novamente — Aqueles que não conseguem escapar da prostituição... Nunca se esqueçam: Jesus veio para vocês.

Quando vos virdes julgados pela Lei, senti-vos compreendidos por Deus; quando vos virdes rejeitados pela sociedade, sabei que Deus vos acolhe; quando ninguém perdoar a vossa indignidade, senti o perdão inesgotável de Deus. Não o mereceis. Ninguém de nós o merece. Mas Deus é assim: amor e perdão. Podeis desfrutar e ser gratos por isso. Nunca vos esqueçais: segundo Jesus, só o publicano que batia no peito, dizendo: "Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador", saiu limpo do Templo.

30º Tempo Comum – C

(Lucas 18, 9-14)

26 de outubro

José Antonio Pagola

buenasnoticias@ppc-editorial.com

Fonte: Facebook 

sábado, 18 de outubro de 2025

“Quanto tempo isso vai durar? ” – Reflexão do José Antonio Pagola.

“Acaso Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele dia e noite? Continuará fazendo-os esperar? Eu lhes digo: ele lhes fará justiça, e depressa. Contudo, quando o Filho do homem vier, encontrará fé na terra? "  (Lc 18,7-8)

Hoje temos uma ótima reflexão, que tem como a base o texto bíblico Lucas 18,1-8 (O juíz injusto e a viúva). É de autoria do padre e teólogo espanhol José Antonio Pagola.

O texto foi publicado pelo autor na sua página no Facebook.

Vale a pena ler!

WCejnóg

 

Por José Antonio Pagola

15 Outubro 2025

QUANTO TEMPO ISSO VAI DURAR?

A parábola é breve e fácil de entender. Dois personagens que vivem na mesma cidade ocupam a cena. Um "juiz" carece de duas atitudes consideradas básicas em Israel para o ser humano: "Ele não teme a Deus" e "ele não se importa com as pessoas". Ele é um homem surdo à voz de Deus e indiferente ao sofrimento dos oprimidos.

A "viúva" é uma mulher solteira, privada de um marido que a proteja e sem qualquer apoio social. Na tradição bíblica, essas "viúvas" são, juntamente com os órfãos e os estrangeiros, o símbolo das pessoas mais indefesas. Os mais pobres entre os pobres.

As mulheres não podem fazer nada além de seguir em frente, movendo-se repetidamente para reivindicar seus direitos, não dispostas a se resignar aos abusos de seu "adversário". Toda a sua vida se transforma em um grito: "Faça-me justiça".

Por um tempo, o juiz não reage. Ele permanece impassível; não quer atender àquele clamor incessante. Então, reflete e decide agir. Não por compaixão ou justiça. Simplesmente para evitar problemas e impedir que as coisas piorem.

Se um juiz tão mesquinho e egoísta acaba fazendo justiça a esta viúva, Deus, que é um Pai compassivo, atento aos mais indefesos, "não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele dia e noite?"

A parábola contém, acima de tudo, uma mensagem de confiança. Os pobres não são abandonados à sua sorte. Deus não é surdo aos seus clamores. A esperança é permitida. Sua intervenção final é certa. Mas não está demorando demais?

Daí a pergunta perturbadora do Evangelho. Devemos confiar; devemos invocar Deus incessantemente e sem desânimo; devemos "clamar" a Ele para que faça justiça àqueles a quem ninguém defende. Mas: "Quando o Filho do Homem vier, encontrará esta fé na terra?"

A nossa oração é um clamor a Deus por justiça para os pobres do mundo, ou a substituímos por outra, repleta do nosso próprio egoísmo? A nossa liturgia ecoa o clamor dos que sofrem ou o nosso desejo de um bem-estar cada vez maior e mais seguro?

29º Tempo Comum – C

(Lucas 18,1-8)

19 de outubro

José Antonio Pagola

buenasnoticias@ppc-editorial.com

Fonte: Facebook

 

quarta-feira, 15 de outubro de 2025

Nossa Senhora Aparecida – A Padroeira do Brasil

 


                       

 

    Mãe do Céu Morena
Senhora da América Latina
De olhar e caridade tão divina
De cor igual a cor de tantas raças

Virgem tão serena
Senhora destes povos tão sofridos
Patrona dos pequenos e oprimidos
Derrama sobre nós as tuas graças

Derrama sobre os jovens tua luz
Aos pobres vem mostrar o teu Jesus
Ao mundo inteiro traz o teu amor de mãe

Ensina quem tem tudo a partilhar
Ensina quem tem pouco a não cansar
E faz o nosso povo caminhar em paz

    Mãe do Céu Morena
Senhora da América Latina
De olhar e caridade tão divina
De cor igual a cor de tantas raças

Virgem tão serena
Senhora destes povos tão sofridos
Patrona dos pequenos e oprimidos
Derrama sobre nós as tuas graças

Derrama a esperança sobre nós
Ensina o povo a não calar a voz
Desperta o coração de quem não acordou

Ensina que a justiça é condição
De construir um mundo mais irmão
E faz o nosso povo conhecer Jesus

Composição: Padre Zezinho / SCJ.

Fonte: Internet