Considero que todas as reflexões que trago para este blog Indagações-Zapytania trazem uma interpretação interessante e uma visão autêntica e realista das mensagens contidas nos textos da Bíblia. Tenho muito aprazo pelos autores, cujos textos apresento aqui.
A Palavra das Escrituras é o caminho para a libertação do ser humano como filho de Deus e para devida valorização da sua dignidade. A Palavra de Deus nunca deve ser usada para formular a desinformação, ou para fomentar ingenuidade, hipocrisia ou falsidade.
Essa é a ideia princiapal deste blog: através de boas reflexõe encontrar os esclarecimentos, que possam nos ajudar a alcançar respostas melhores para as indagações que nos inquietam. Espero que, pelo menos em parte, as postagens deste blog cumpram o seu objetivo. (W.Cejnog)
“Não os deixarei órfãos; voltarei para vocês”. (Jo 14,18)
A reflexão de hoje tem como base o texto bíblico Jo 14,15-21 (Quem ama, nunca abandona!). É de autoria do padre e teólogo espanhol José Antonio Pagola.
O texto foi publicado pelo autor na sua página no Facebook.
Vale a pena conferirr!
WCejnóg
Por José Antonio Pagola
6 maio 2026
NÃO SOMOS ÓRFÃOS
Uma Igreja formada por cristãos que se relacionam com um Jesus pouco compreendido, pouco amado e rotineiramente lembrado é uma Igreja que corre o risco de desaparecer. Uma comunidade cristã reunida em torno de um Jesus adormecido, que não seduz nem toca os corações, é uma comunidade sem futuro.
Na Igreja de Jesus, precisamos urgentemente de uma nova qualidade em nosso relacionamento com Ele. Precisamos de comunidades cristãs marcadas pela experiência viva de Jesus. Todos podemos contribuir para que Jesus seja sentido e vivenciado na Igreja de uma nova maneira. Podemos torná-la mais de Jesus, mais unida a Ele. Como?
João recria em seu Evangelho a despedida de Jesus na Última Ceia. Os discípulos pressentem que Ele logo lhes será tirado. O que será deles sem Jesus? A quem seguirão? Onde alimentarão sua esperança? Jesus fala com eles com especial ternura. Antes de deixá-los, Ele quer mostrar-lhes como podem viver unidos a Ele, mesmo após a Sua morte.
Antes de tudo, algo precisa ficar gravado em seus corações para que jamais se esqueçam: “Não os deixarei órfãos. Voltarei.” Eles jamais devem se sentir sozinhos. Jesus lhes fala de uma nova presença que os envolverá e lhes dará vida, pois os alcançará no mais profundo do seu ser. Ele não os esquecerá. Ele virá e estará com eles.
Jesus não pode mais ser visto com a luz deste mundo, mas pode ser percebido por seus seguidores com os olhos da fé. Não deveríamos valorizar e reacender ainda mais essa presença do Jesus ressuscitado em nosso meio? Como podemos trabalhar por um mundo mais humano e uma Igreja mais evangélica se não o sentirmos ao nosso lado?
Jesus lhes fala de uma nova experiência que seus discípulos ainda não haviam conhecido, enquanto o seguiam pelas estradas da Galileia: “Vocês saberão que eu estou no Pai e vocês estão em mim.” Esta é a experiência fundamental que sustenta a nossa fé. No fundo de nossos corações cristãos, sabemos que Jesus está com o Pai e nós estamos com Ele. Isto muda tudo.
Esta experiência é alimentada pelo amor: “Quem me ama… eu o amarei e me revelarei a ele”. É possível seguir Jesus, carregando nossa cruz diariamente, sem amá-lo e sem sentir-se profundamente amado por ele? É possível impedir o declínio do cristianismo sem reacender esse amor? Que força pode mover a Igreja se a deixarmos morrer? Quem pode preencher o vazio deixado por Jesus? Quem pode substituir sua presença viva entre nós?
6º Domingo da Páscoa – Ano A
(João 14,15-21)
10 de maio
José Antonio Pagola
buenasnoticias@ppc-editorial.com
Fonte: Facebook




Nenhum comentário:
Postar um comentário