Temas diversos. Observar, pensar, sentir, fazer crítica construtiva e refletir sobre tudo que o mundo e a própria vida nos traz - é o meu propósito. Um pequeno espaço para uma visão subjetiva, talvez impregnada de utopia, mas, certamente, repleta de perguntas, questionamentos, dúvidas e buscas, que norteiam a vida de muitas pessoas nos dias de hoje.

As perguntas sobre a existência e a vida humana, sobre a fé, a Bíblia, a religião, a Igreja (sobretudo a Igreja Católica) e sobre a sociedade em que vivemos – me ajudam a buscar uma compreensão melhor desses assuntos, com a qual eu me identifico. Nessa busca, encontrando as melhores interpretações, análises e colocações – faço questão para compartilhá-las com os visitantes desta página.

Dedico este Blog de modo especial a todos os adolescentes e jovens cuja vida está cheia de indagações.
"Navegar em mar aberto, vivendo em graça ou não, inteiramente no poder de Deus..." (Soren Kierkegaard)

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

“Acolher Deus em uma criança”, - Reflexão de José Antonio Pagola.

 “E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo: Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor. E isto vos será por sinal: Achareis o menino envolto em panos, e deitado numa manjedoura.” (Lc 2,10-12

Natal do Senhor

A reflexão de hoje tem como base o texto bíblico Lucas 2,1-14 (Natal: nasce Jesus). É de autoria do padre e teólogo espanhol José Antonio Pagola.

O texto foi publicado pelo autor na sua página no Facebook.

Vale a pena ler!

WCejnóg

 

Por José Antonio Pagola

23 Dezembro 2025

ACOLHER DEUS EM UMA CRIANÇA

O Natal é muito mais do que todo aquele ambiente superficial e manipulado que se respira esses dias nas nossas ruas. Uma festa muito mais profunda e alegre do que as engenhocas da nossa sociedade de consumo. Nós, crentes, temos que recuperar o coração desta festa e descobrir, por trás de tanta superficialidade e atordoamento, o mistério que dá origem à nossa alegria.

Não entenderemos o Natal se não soubermos fazer silêncio em nosso coração, abrir nossa alma para o mistério de um Deus que se aproxima de nós, acolher a vida que nos oferece e saborear a festa da chegada de um Deus Amigo.

No meio da nossa vida diária, às vezes tão entediada, desligada e triste, somos convidados à alegria. «Não pode haver tristeza quando a vida nasce» (São Leão Magno). Não é uma alegria insulsa e superficial. A alegria de quem está alegre sem saber o porquê. «Nós temos razões para alegria radiante, alegria plena e festa solene: Deus se fez homem e veio habitar entre nós» (Leonardo Boff).

Há uma alegria que só pode ser desfrutada por aqueles que se abrem à proximidade de Deus e se deixam atrair pela sua ternura. Uma alegria que nos liberta de medos e desconfianças diante de Deus. Como temer um Deus que se aproxima de nós como criança? Como fugir de quem nos é oferecido como um pequeno frágil e indefeso? Deus não veio armado de poder para se impor aos homens. Ele nos aproximou na ternura de uma criança que podemos fazer sorrir ou chorar.

Deus não é o Ser Onipotente e poderoso que os humanos imaginam, por vezes, fechado na seriedade e no mistério do seu mundo inacessível. Deus é esta criança carinhosamente dedicada à humanidade, este pequeno que busca nosso olhar para nos alegrar com seu sorriso. O fato de Deus se ter tornado criança diz muito mais sobre como Deus é do que todas as nossas cavilações e especulações sobre o seu mistério.

Se soubéssemos parar silenciosamente perante esta Criança e acolher do fundo do nosso ser toda a proximidade e ternura de Deus, talvez entenderíamos por que o coração de um crente deve estar transido de uma alegria diferente: simplesmente porque Deus está conosco.

Natal do Senhor – A

(Mateus 1,1-25 / Lucas 2,1-14 / João 1,1-18)

25 de dezembro

Fonte:Facebook

 

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