Temas diversos. Observar, pensar, sentir, fazer crítica construtiva e refletir sobre tudo que o mundo e a própria vida nos traz - é o meu propósito. Um pequeno espaço para uma visão subjetiva, talvez impregnada de utopia, mas, certamente, repleta de perguntas, questionamentos, dúvidas e buscas, que norteiam a vida de muitas pessoas nos dias de hoje.

As perguntas sobre a existência e a vida humana, sobre a fé, a Bíblia, a religião, a Igreja (sobretudo a Igreja Católica) e sobre a sociedade em que vivemos – me ajudam a buscar uma compreensão melhor desses assuntos, com a qual eu me identifico. Nessa busca, encontrando as melhores interpretações, análises e colocações – faço questão para compartilhá-las com os visitantes desta página.

Dedico este Blog de modo especial a todos os adolescentes e jovens cuja vida está cheia de indagações.
"Navegar em mar aberto, vivendo em graça ou não, inteiramente no poder de Deus..." (Soren Kierkegaard)

sábado, 27 de dezembro de 2025

“Seguindo Jesus na família”. – Reflexão de José Antonio Pagola.

 

“(...) e (José) foi viver numa cidade chamada Nazaré. Assim cumpriu-se o que fora dito pelos profetas: Ele será chamado Nazareno.” (Mt 2,23)

 

Festa da Sagrada Família

 

Hoje temos uma excelente reflexão, que tem como a base o texto bíblico Mt 2,13-15.19-23 

(Sagrada família de Jesus). É de autoria do padre e teólogo espanhol José Antonio Pagola.

O texto foi publicado pelo autor na sua página no Facebook.

Vale a pena conferir!

WCejnóg

Por José Antonio Pagola

27 Dezembro 2025

SEGUINDO JESUS NA FAMÍLIA

É possível tomarmos juntos a decisão de seguir Jesus em família? Não é fácil. É uma decisão que deve ser preparada e amadurecida lentamente, respeitando todos, pois é uma decisão pessoal de cada um. Os pais crentes são os primeiros responsáveis por criar um clima adequado.

Desde o início, deve ficar claro que seguir Jesus não é copiar um modelo reproduzindo os traços de um Mestre do passado de forma passiva, infantil e sem criatividade nenhuma. É uma aventura muito mais emocionante. Os evangelhos nunca falam em imitar Jesus, mas sim em segui-lo. Jesus não é um espelho, mas um caminho. Jesus ressuscitado está vivo em nosso meio, no centro da família. Mais ainda, o Espírito dele está dentro de cada um de nós, sustentando, incentivando e inspirando nossas vidas. Temos de ouvir o seu apelo para segui-lo hoje de forma criativa, confiando sempre na sua força.

«Seguir Jesus» é uma metáfora tomada do costume que ele tinha de andar alguns passos à frente dos seus discípulos. É por isso que nos lembra que o seguimento de Jesus exige "dar passos": tomar uma primeira decisão, colocar-nos no caminho, deixar-nos guiar pelo Evangelho, levantar-nos quando caímos, reorientar-nos quando nos perdemos... Para impulsionar o seguimento de Jesus com realismo, creio que devemos recuperar a leitura do evangelho em família, primeiro entre os pais, depois, se possível, com os filhos.

Evangelhos não são livros didáticos que expõem doutrina sobre Jesus. Não são catecismos. A primeira coisa que se aprende nos evangelhos é o estilo de vida de Jesus: o seu jeito de estar no mundo, o seu modo de tornar a vida mais humana, o seu modo de pensar, de sentir, de amar, de sofrer.

Os evangelhos foram escritos para suscitar novos discípulos e seguidores. São relatos que convidam a mudar, a seguir de perto Jesus, a identificar-nos com a sua causa, a colaborar com ele abrindo caminhos para o reino de Deus. É por isso que eles devem ser lidos, meditados e compartilhados ouvindo seu apelo para entrar em um processo de mudança e conversão.

Não vamos pensar em algo muito complicado. Trata-se de ler os relatos muito devagar, parando na pessoa de Jesus; observando bem o que ele diz e o que faz. Então, entre todos, podemos nos ajudar a fazer algumas perguntas: que verdade nos ensina ou nos lembra Jesus com sua atuação? Para que nos chama? Como nos encoraja e encoraja com suas palavras?

Uma família começa realmente a seguir Jesus quando começa a introduzir em casa a verdade do Evangelho. Não devemos ter medo de dar nomes às coisas. Temos que nos atrever a discernir o que há de verdade evangélica e o que há de anti-evangélico nos costumes da família, na convivência, nos gestos, no modo de viver. Não para culpar uns aos outros, mas para nos encorajar a viver ao estilo de Jesus.

Sagrada Família – A

(Mateus 2,13-15.19-23)

28 de dezembro

 

Fonte: Facebook

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