Temas diversos. Observar, pensar, sentir, fazer crítica construtiva e refletir sobre tudo que o mundo e a própria vida nos traz - é o meu propósito. Um pequeno espaço para uma visão subjetiva, talvez impregnada de utopia, mas, certamente, repleta de perguntas, questionamentos, dúvidas e buscas, que norteiam a vida de muitas pessoas nos dias de hoje.

As perguntas sobre a existência e a vida humana, sobre a fé, a Bíblia, a religião, a Igreja (sobretudo a Igreja Católica) e sobre a sociedade em que vivemos – me ajudam a buscar uma compreensão melhor desses assuntos, com a qual eu me identifico. Nessa busca, encontrando as melhores interpretações, análises e colocações – faço questão para compartilhá-las com os visitantes desta página.

Dedico este Blog de modo especial a todos os adolescentes e jovens cuja vida está cheia de indagações.
"Navegar em mar aberto, vivendo em graça ou não, inteiramente no poder de Deus..." (Soren Kierkegaard)

sábado, 3 de janeiro de 2026

Epifania do Senhor – 4 Janeiro 2026 – Duas reflexões.

 

“Registro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão: Abraão gerou Isaque; Isaque gerou Jacó; Jacó gerou Judá e seus irmãos; Judá gerou Perez e Zerá, cuja mãe foi Tamar; Perez gerou Esrom; Esrom gerou Arão; (...)”. (Mt 1,1-3) 

Epifania do Senhor e a visita dos três reis magos.

Hoje temos aqui duas pequenas reflexões.

 

1.  Resumo da reflexão para Solenidade de Epífania do Senhor – do Arcebispo Metropolitano de Mariana, Dom Airton José dos Santos.

No Evangelho deste domingo, 04 de janeiro de 2025, [Mt, 1,1-12 – a genealogia de Jesus Cristo], a Igreja celebra o tempo do Natal do Senhor e, especificamente, a Epifania d’Ele, que marca a manifestação de Jesus Cristo ao mundo.

 

Após o nascimento de Jesus em Belém, os Magos do Oriente chegam a Jerusalém, perguntando pelo recém-nascido, Rei dos Judeus, guiados por uma estrela. O Rei Herodes e toda Jerusalém ficam alarmados com a notícia. Logo, o Rei reúne os sumos sacerdotes e escribas para saber onde o Cristo deveria nascer, pois ficara preocupado e temia perder o seu trono.


Os Magos seguem a estrela até ela parar sobre o lugar onde o menino estava. Eles se alegram imensamente quando viram Jesus com Maria e caíram de joelhos e o adoraram.

 

Em seguida, ofereceram presentes à criança: ouro, incenso e mirra. Advertidos em sonho para não retornarem a Herodes, voltaram para sua terra por outro caminho.

 

Em sua reflexão, o Arcebispo Metropolitano de Mariana, Dom Airton José dos Santos, explica que os presentes significam um pouco a natureza de Cristo.

“Ouro, por causa da sua realeza, pois é o Rei dos Judeus que nascia. O incenso, porque não era uma pessoa humana, é Deus, diz respeito à sua divindade, Jesus Cristo é Deus e Senhor que veio a este mundo. E depois a mirra, que é para lembrar o seu sofrimento. O sofrimento que iria passar ser condenado, ser pregado à cruz, a mirra lembra deste sofrimento que Jesus irá passar depois de adulto”, reflete Dom Airton.

 

O Prelado finaliza ressaltando que nesse trecho do Evangelho “nós temos quase que um resumo da história da salvação. A promessa feita pelo profeta, a realização da promessa, o nascimento do Messias e depois os elementos que iriam lembrar a sua humanidade, a sua divindade e o seu sofrimento. Que nós saibamos neste tempo do Natal ainda, estamos no tempo do Natal, meditar, aprofundar e lembrar da importância de Cristo que veio a esse mundo”, finaliza.

Fonte: arqmariana

2.  Qual é a origem de Jesus?

Irmãos, a criação está consumada. Preparemo-nos para a chegada d’Aquele que vem a nós cheio de amor. Ele vem para nos salvar, para que sejamos transformados, tornemo-nos límpidos, transparentes e cheios de vida.

O desejo de Deus há de se realizar um dia, pois ainda não somos tudo o que Ele deseja e espera de nós. Para que Lhe correspondamos, o Senhor se dignou a nos enviar Seu próprio Filho, que se fez homem igual a nós, menos no pecado.

O Primeiro Testamento converge para dois temas ideológicos principais: a afirmação de um ramo da descendência de Abraão, como povo divinamente eleito e a preeminência de Davi como piedoso e poderoso rei modelar. O judaísmo, surgido entre as elites exiladas na Babilônia e consolidado no retorno do exílio, recorre às elaborações genealógicas para afirmar-se como abraâmico e davídico.

As genealogias foram utilizadas também para reivindicar pertença a estirpes sacerdotais originárias de Aarão e para identificar vocações messiânicas. 

Mateus, dirigindo-se a comunidades de cristãos convertidos do judaísmo, insiste em vincular Jesus às suas antigas tradições, para convencê-los de que, n’Ele, realizavam-se suas expectativas messiânicas.

Com esta intenção, Mateus inicia seu Evangelho com uma genealogia, em três blocos de sucessão: de Abraão a Davi, de Davi ao exílio, do exílio a José, “esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado o Cristo”. Contudo, fica aberto um espaço para a novidade: o menino que nasceu não é fruto de José, mas do Espírito Santo.

Portanto, a genealogia de Jesus mostra-nos que Ele assumiu por completo a natureza humana, e que a humanidade se preparou para recebê-Lo. Ele se fez humano para que o humano se fizesse Divino. Agradeçamos a Deus pelo seu amor e misericórdia.

Fonte: cancaonova

 
 

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