Temas diversos. Observar, pensar, sentir, fazer crítica construtiva e refletir sobre tudo que o mundo e a própria vida nos traz - é o meu propósito. Um pequeno espaço para uma visão subjetiva, talvez impregnada de utopia, mas, certamente, repleta de perguntas, questionamentos, dúvidas e buscas, que norteiam a vida de muitas pessoas nos dias de hoje.

As perguntas sobre a existência e a vida humana, sobre a fé, a Bíblia, a religião, a Igreja (sobretudo a Igreja Católica) e sobre a sociedade em que vivemos – me ajudam a buscar uma compreensão melhor desses assuntos, com a qual eu me identifico. Nessa busca, encontrando as melhores interpretações, análises e colocações – faço questão para compartilhá-las com os visitantes desta página.

Dedico este Blog de modo especial a todos os adolescentes e jovens cuja vida está cheia de indagações.
"Navegar em mar aberto, vivendo em graça ou não, inteiramente no poder de Deus..." (Soren Kierkegaard)

sábado, 10 de janeiro de 2026

“O Bom Espírito de Deus”. – Reflexão de José Antonio Pagola.

 

Considero que todas as reflexões que trago para este blog Indagações-Zapytania trazem uma interpretação interessante e uma visão autêntica e realista das mensagens contidas nos textos da Bíblia. Tenho muito aprazo pelos autores, cujos textos apresento aqui.

A Palavra das Escrituras é o caminho para a libertação do ser humano como filho de Deus e para devida valorização da sua dignidade.  A Palavra de Deus nunca deve ser usada para formular a desinformação, ou para fomentar ingenuidade, hipocrisia ou falsidade.

Essa é a ideia princiapal deste blog: através de boas reflexõe encontrar os esclarecimentos, que possam nos ajudar a alcançar respostas melhores para as indagações que nos inquietam. Espero que, pelo menos em parte, as postagens deste blog cumpram o seu objetivo. (W.Cejnog)

 

Assim que Jesus foi batizado, saiu da água. Naquele momento, o céu se abriu, e ele viu o Espírito de Deus descendo como pomba e pousando sobre ele. Então uma voz dos céus disse: <Este é o meu Filho amado, de quem me agrado>“. (Mt 3,16-17)

 

Abaixo, uma excelente reflexão, que tem como pano de fundo o texto bíblico Mateus 3,13-17 (Jesus é batizado). É de autoria do padre e teólogo espanhol José Antonio Pagola. O texto foi publicado pelo autor na sua página no Facebook.

Muito bom!

WCejnóg

 Por José Antonio Pagola

7 de janeiro de 2026

O BOM ESPÍRITO DE DEUS

Jesus não é um homem vazio ou interiormente disperso. Ele não age arbitrariamente naquelas aldeias da Galileia, nem é movido por qualquer interesse próprio. Os Evangelhos deixam claro desde o início que Jesus vive e age movido pelo "Espírito de Deus". 

Os evangelistas não querem que ele seja confundido com qualquer "mestre da lei", preocupado em introduzir mais ordem no comportamento de Israel. Eles não querem que ele seja identificado com um falso profeta, disposto a buscar um equilíbrio entre a religião do Templo e o poder de Roma. 

Os evangelistas também não querem que ninguém o compare com João Batista. Ninguém quer vê-lo como um mero discípulo e colaborador daquele grande profeta do deserto. Jesus é "o Filho amado" de Deus. O Espírito de Deus "desce" sobre ele. Somente ele pode "batizar" com o Espírito Santo. 

Segundo toda a tradição bíblica, o "Espírito de Deus" é o sopro de Deus, que cria e sustenta toda a vida. É o poder que Deus possui para renovar e transformar os seres vivos. É a Sua energia amorosa que sempre busca o melhor para os Seus filhos e filhas. 

É por isso que Jesus se sente enviado não para condenar, destruir ou amaldiçoar, mas para curar, edificar e abençoar. O Espírito de Deus o guia para capacitar e melhorar a vida. Cheio desse bom "Espírito" de Deus, ele se dedica a libertar as pessoas dos "espíritos malignos", que nada fazem senão causar dano, escravizar e desumanizar. 

As primeiras gerações cristãs tinham uma compreensão muito clara de quem era Jesus. Assim resumiram a memória que ele deixou gravada em seus seguidores: "Ungido por Deus com o Espírito Santo... andou por toda parte fazendo o bem e curando todos os oprimidos pelo diabo, porque Deus estava com ele" (Atos 10,38). 

Que "espírito" nos anima hoje, a nós, seguidores de Jesus? Qual é a “paixão” que move a sua Igreja? Qual é o “misticismo” que dá vida e ação às nossas comunidades? Qual é a nossa contribuição para o mundo? Se o Espírito de Jesus habita em nós, viveremos “curando” os oprimidos, deprimidos ou reprimidos pelo mal.

Batismo do Senhor – A

(Mateus 3,13-17)

11 de janeiro

José Antonio Pagola

buenasnoticias@ppc-editorial.com

Fonte: Facebook

 

sábado, 3 de janeiro de 2026

Epifania do Senhor – 4 Janeiro 2026 – Duas reflexões.

 

“Registro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão: Abraão gerou Isaque; Isaque gerou Jacó; Jacó gerou Judá e seus irmãos; Judá gerou Perez e Zerá, cuja mãe foi Tamar; Perez gerou Esrom; Esrom gerou Arão; (...)”. (Mt 1,1-3) 

Epifania do Senhor e a visita dos três reis magos.

Hoje temos aqui duas pequenas reflexões.

 

1.  Resumo da reflexão para Solenidade de Epífania do Senhor – do Arcebispo Metropolitano de Mariana, Dom Airton José dos Santos.

No Evangelho deste domingo, 04 de janeiro de 2025, [Mt, 1,1-12 – a genealogia de Jesus Cristo], a Igreja celebra o tempo do Natal do Senhor e, especificamente, a Epifania d’Ele, que marca a manifestação de Jesus Cristo ao mundo.

 

Após o nascimento de Jesus em Belém, os Magos do Oriente chegam a Jerusalém, perguntando pelo recém-nascido, Rei dos Judeus, guiados por uma estrela. O Rei Herodes e toda Jerusalém ficam alarmados com a notícia. Logo, o Rei reúne os sumos sacerdotes e escribas para saber onde o Cristo deveria nascer, pois ficara preocupado e temia perder o seu trono.


Os Magos seguem a estrela até ela parar sobre o lugar onde o menino estava. Eles se alegram imensamente quando viram Jesus com Maria e caíram de joelhos e o adoraram.

 

Em seguida, ofereceram presentes à criança: ouro, incenso e mirra. Advertidos em sonho para não retornarem a Herodes, voltaram para sua terra por outro caminho.

 

Em sua reflexão, o Arcebispo Metropolitano de Mariana, Dom Airton José dos Santos, explica que os presentes significam um pouco a natureza de Cristo.

“Ouro, por causa da sua realeza, pois é o Rei dos Judeus que nascia. O incenso, porque não era uma pessoa humana, é Deus, diz respeito à sua divindade, Jesus Cristo é Deus e Senhor que veio a este mundo. E depois a mirra, que é para lembrar o seu sofrimento. O sofrimento que iria passar ser condenado, ser pregado à cruz, a mirra lembra deste sofrimento que Jesus irá passar depois de adulto”, reflete Dom Airton.

 

O Prelado finaliza ressaltando que nesse trecho do Evangelho “nós temos quase que um resumo da história da salvação. A promessa feita pelo profeta, a realização da promessa, o nascimento do Messias e depois os elementos que iriam lembrar a sua humanidade, a sua divindade e o seu sofrimento. Que nós saibamos neste tempo do Natal ainda, estamos no tempo do Natal, meditar, aprofundar e lembrar da importância de Cristo que veio a esse mundo”, finaliza.

Fonte: arqmariana

2.  Qual é a origem de Jesus?

Irmãos, a criação está consumada. Preparemo-nos para a chegada d’Aquele que vem a nós cheio de amor. Ele vem para nos salvar, para que sejamos transformados, tornemo-nos límpidos, transparentes e cheios de vida.

O desejo de Deus há de se realizar um dia, pois ainda não somos tudo o que Ele deseja e espera de nós. Para que Lhe correspondamos, o Senhor se dignou a nos enviar Seu próprio Filho, que se fez homem igual a nós, menos no pecado.

O Primeiro Testamento converge para dois temas ideológicos principais: a afirmação de um ramo da descendência de Abraão, como povo divinamente eleito e a preeminência de Davi como piedoso e poderoso rei modelar. O judaísmo, surgido entre as elites exiladas na Babilônia e consolidado no retorno do exílio, recorre às elaborações genealógicas para afirmar-se como abraâmico e davídico.

As genealogias foram utilizadas também para reivindicar pertença a estirpes sacerdotais originárias de Aarão e para identificar vocações messiânicas. 

Mateus, dirigindo-se a comunidades de cristãos convertidos do judaísmo, insiste em vincular Jesus às suas antigas tradições, para convencê-los de que, n’Ele, realizavam-se suas expectativas messiânicas.

Com esta intenção, Mateus inicia seu Evangelho com uma genealogia, em três blocos de sucessão: de Abraão a Davi, de Davi ao exílio, do exílio a José, “esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado o Cristo”. Contudo, fica aberto um espaço para a novidade: o menino que nasceu não é fruto de José, mas do Espírito Santo.

Portanto, a genealogia de Jesus mostra-nos que Ele assumiu por completo a natureza humana, e que a humanidade se preparou para recebê-Lo. Ele se fez humano para que o humano se fizesse Divino. Agradeçamos a Deus pelo seu amor e misericórdia.

Fonte: cancaonova