Temas diversos. Observar, pensar, sentir, fazer crítica construtiva e refletir sobre tudo que o mundo e a própria vida nos traz - é o meu propósito. Um pequeno espaço para uma visão subjetiva, talvez impregnada de utopia, mas, certamente, repleta de perguntas, questionamentos, dúvidas e buscas, que norteiam a vida de muitas pessoas nos dias de hoje.

As perguntas sobre a existência e a vida humana, sobre a fé, a Bíblia, a religião, a Igreja (sobretudo a Igreja Católica) e sobre a sociedade em que vivemos – me ajudam a buscar uma compreensão melhor desses assuntos, com a qual eu me identifico. Nessa busca, encontrando as melhores interpretações, análises e colocações – faço questão para compartilhá-las com os visitantes desta página.

Dedico este Blog de modo especial a todos os adolescentes e jovens cuja vida está cheia de indagações.
"Navegar em mar aberto, vivendo em graça ou não, inteiramente no poder de Deus..." (Soren Kierkegaard)

sábado, 5 de setembro de 2026

“O que estou fazendo por uma Igreja mais fiel a Jesus?” – Reflexão de José Antonio Pagola.

“Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles”. (Mt 18,20)

A reflexão de hoje tem como base o texto bíblico Mateus 18, 15-20 (Correção fraterna). É de autoria do padre e teólogo espanhol José Antonio Pagola.

O texto foi publicado pelo autor na sua página no Facebook.

Vale a pena ler!

WCejnóg

 Por José Antonio Pagola

3 de setembro de 2026

O QUE ESTOU FAZENDO POR UMA IGREJA MAIS FIEL A JESUS?

“Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, ali estou eu no meio deles.” A melhor maneira de tornar Cristo presente em sua Igreja é permanecermos unidos, agindo “em seu nome”, movidos pelo seu Espírito. A Igreja precisa não tanto de nossas declarações de amor ou de nossas críticas, mas sim de nosso compromisso real. Há muitas perguntas que podemos nos fazer.

O que estou fazendo para criar um clima de conversão coletiva dentro desta Igreja, que sempre precisa de renovação e transformação? Como seria a Igreja se todos vivessem sua adesão a Cristo mais ou menos como eu? Seria mais ou menos fiel a Jesus?

O que eu contribuo em espírito, verdade e autenticidade para esta Igreja, tão necessitada de radicalismo evangélico, para oferecer um testemunho crível de Jesus em meio a uma sociedade indiferente e incrédula? Como posso contribuir com a minha vida para a construção de uma Igreja mais próxima dos homens e mulheres do nosso tempo, uma Igreja que saiba não só ensinar, pregar e exortar, mas sobretudo acolher, escutar e acompanhar aqueles que estão perdidos, sem conhecer o amor ou a amizade?

O que posso contribuir para a construção de uma Igreja samaritana, com um coração grande e compassivo, capaz de esquecer os seus próprios interesses, para viver centrada nos grandes problemas da humanidade?

O que posso fazer para que a Igreja se liberte dos medos e das amarras que a paralisam e a prendem ao passado, e se deixe penetrar e vivificar pela frescura e criatividade que brotam do Evangelho de Jesus?

O que posso contribuir nestes tempos para que a Igreja aprenda a “viver em minoria”, sem grandes pretensões sociais, mas humildemente, como “fermento” oculto, “sal” transformador, uma pequena “semente” disposta a morrer para dar vida? O que estou fazendo por uma Igreja mais alegre e esperançosa, uma Igreja mais livre e compreensiva, uma Igreja mais transparente e fraterna, uma Igreja mais fiel e credível, uma Igreja mais de Deus e menos do mundo, uma Igreja mais de Jesus e menos dos nossos próprios interesses e ambições? A Igreja muda quando nós mudamos; ela se transforma quando nós nos transformamos.

23º Domingo do Tempo Comum – Ano A

(Mateus 18,15-20)

6 de setembro

José Antonio Pagola

buenasnoticias@ppc-editorial.com

Fonte: Facebook 

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