Temas diversos. Observar, pensar, sentir, fazer crítica construtiva e refletir sobre tudo que o mundo e a própria vida nos traz - é o meu propósito. Um pequeno espaço para uma visão subjetiva, talvez impregnada de utopia, mas, certamente, repleta de perguntas, questionamentos, dúvidas e buscas, que norteiam a vida de muitas pessoas nos dias de hoje.

As perguntas sobre a existência e a vida humana, sobre a fé, a Bíblia, a religião, a Igreja (sobretudo a Igreja Católica) e sobre a sociedade em que vivemos – me ajudam a buscar uma compreensão melhor desses assuntos, com a qual eu me identifico. Nessa busca, encontrando as melhores interpretações, análises e colocações – faço questão para compartilhá-las com os visitantes desta página.

Dedico este Blog de modo especial a todos os adolescentes e jovens cuja vida está cheia de indagações.
"Navegar em mar aberto, vivendo em graça ou não, inteiramente no poder de Deus..." (Soren Kierkegaard)

sábado, 29 de agosto de 2026

“Uma religião vazia de Deus”. – Reflexão de José Antonio Pagola.

 

Considero que todas as reflexões que trago para este blog Indagações-Zapytania trazem uma interpretação interessante e uma visão autêntica e realista das mensagens contidas nos textos da Bíblia. Tenho muito aprazo pelos autores, cujos textos apresento aqui.

A Palavra das Escrituras é o caminho para a libertação do ser humano como filho de Deus e para devida valorizaçao da sua dignidade. A Palavra de Deus nunca deve ser usada para formular a desinformação, ou para fomentar ingenuidade, hipocrisia ou falsidade.

Essa é a ideia princiapal deste blog: através de boas reflexõe encontrar os esclarecimentos, que possam nos ajudar a alcançar respostas melhores para as indagações que nos inquietam. Espero que, pelo menos em parte, as postagens deste blog cumpram o seu objetivo. (W.Cejnog)

 

Jesus respondeu: Bem profetizou Isaías a vosso respeito, hipócritas, como está escrito: Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim. De nada adianta o culto que me prestam, pois as doutrinas que ensinam são preceitos humanos. Vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens”. (Mc 7, 6-8)

A reflexão de hoje tem como base o texto bíblico Marcos 7,1-8, 14-15, 21-23   (O conflito com as tradições humanas). É de autoria do padre e teólogo espanhol José Antonio Pagola.  

 O texto foi publicado pelo autor na sua página no Facebook.  Vale a pena conferirr!

WCejnóg

Por José Antonio Pagola

26 de agosto de 2026

UMA RELIGIÃO VAZIA DE DEUS

Os cristãos da primeira e segunda geração se lembravam de Jesus não tanto como um homem religioso, mas como um profeta que denunciava corajosamente os perigos e as armadilhas de toda religião. Seu foco não era a observância piedosa acima de tudo, mas a busca apaixonada pela vontade de Deus.

Marcos, o Evangelho mais antigo e mais direto, apresenta Jesus em conflito com os setores mais devotos da sociedade judaica. Entre suas críticas mais radicais, duas se destacam: o escândalo de uma religião vazia de Deus e o pecado de substituir a vontade de Deus por "tradições humanas" que servem a outros interesses.

Jesus cita o profeta Isaías: "Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. Sua adoração é vã; seus ensinamentos não passam de regras de homens." Então, ele denuncia claramente onde está a armadilha: "Vocês rejeitam o mandamento de Deus para se apegarem às tradições dos homens."

Este é o grande pecado. Uma vez estabelecidas as nossas regras e tradições, colocamo-las no lugar que só Deus deveria ocupar. Colocamo-las acima até mesmo da Sua vontade: nenhuma prescrição, por menor que seja, pode ser ignorada, mesmo que vá contra o amor e prejudique as pessoas.

Nessa religião, o que importa não é Deus, mas outros tipos de interesses. Deus é honrado com os lábios, mas o coração está longe d'Ele; um credo obrigatório é recitado, mas só se acredita no que é conveniente; rituais são realizados, mas não há obediência a Deus, apenas aos homens.

Pouco a pouco nos esquecemos de Deus, e depois nos esquecemos de que o esquecemos. Diminuímos o Evangelho para não termos que converter muita gente. Orientamos a vontade de Deus para o que nos interessa e nos esquecemos da Sua exigência absoluta de amor.

Este pode ser o nosso pecado hoje. Apegando-nos instintivamente a uma religião desgastada, impotentes para transformar as nossas vidas. Continuando a honrar a Deus apenas com os lábios. Resistindo à conversão e vivendo alheios ao projeto de Jesus: construir um novo mundo segundo o coração de Deus.

22º Domingo do Tempo Comum – Ano B

(Marcos 7,1-8, 14-15, 21-23)

1º de setembro

José Antonio Pagola

buenasnoticias@ppc-editorial.com

Fonte: Facebook

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