“Disse-lhes ele: E vós, quem dizeis que eu sou?”. (Mt 16,15)
Hoje temos uma boa reflexão, que tem como a base o texto bíblico Mateus 16, 13-20 (A confissão de Pedro). É de autoria do padre e teólogo espanhol José Antonio Pagola.
O texto foi publicado pelo autor na sua página no Facebook.
Vale a pena ler!
WCejnóg
Por José Antonio Pagola
19 agosto 2026
UMA PERGUNTA DECISIVA
“Mas e vocês? Quem dizem que eu sou?” Esta pergunta de Jesus não se dirige apenas aos seus primeiros seguidores. É a pergunta fundamental que nós, que professamos ser cristãos, devemos sempre responder.
Nossa primeira reação pode ser buscar rapidamente uma resposta doutrinária e confessar rotineiramente que Jesus é o “Filho de Deus encarnado”, o “Redentor” do mundo, o “Salvador” da humanidade. Esses são títulos muito solenes e ortodoxos, sem dúvida, mas podem ser proferidos sem qualquer significado real.
A pergunta de Jesus não pede simplesmente nossa opinião. Ela nos desafia, sobretudo, quanto à nossa atitude para com ele. E isso se reflete não apenas em nossas palavras, mas principalmente em nossas ações concretas de segui-lo. Como escreveu um teólogo: “A breve declaração ‘Creio que Jesus é o Filho de Deus’ significa algo completamente diferente quando proferida por Francisco de Assis ou por um dos ditadores sul-americanos da atualidade. O Deus desses homens não é o mesmo, ou pelo menos não o Deus que cada um invoca para guiar sua conduta.”
As palavras de Jesus exigem uma escolha radical. Ou Jesus é para nós apenas mais uma figura, entre tantas outras na história, ou Ele é a Pessoa decisiva que nos proporciona a compreensão última da existência, dá direção decisiva às nossas vidas e nos oferece esperança definitiva.
A pergunta “Quem vocês dizem que eu sou?” assume, então, um novo significado. Não se trata mais de uma pergunta sobre Jesus, mas sobre nós mesmos. Quem sou eu? Em quem eu creio? De que perspectiva oriento minha vida? O que significa a minha fé?
Devemos sempre nos lembrar de que a fé não se resume às fórmulas que pronunciamos. Para melhor compreender o alcance do "que eu creio", é necessário examinar como vivo, a que aspiro e a que me comprometo.
Portanto, a pergunta de Jesus, mais do que um exame da nossa ortodoxia, deve ser um chamado a um estilo de vida cristão. Claramente, não se trata de dizer ou crer em qualquer coisa sobre Cristo. Mas também não se trata de fazer profissões solenes de fé ortodoxa apenas para depois viver muito distante do espírito que essa própria proclamação de fé exige e implica.
21º Domingo do Tempo Comum – Ano A
(Mateus 16,13-20)
23 de agosto
José Antonio Pagola
buenasnoticias@ppc-editorial.com
Fonte: Facebook




Nenhum comentário:
Postar um comentário