Temas diversos. Observar, pensar, sentir, fazer crítica construtiva e refletir sobre tudo que o mundo e a própria vida nos traz - é o meu propósito. Um pequeno espaço para uma visão subjetiva, talvez impregnada de utopia, mas, certamente, repleta de perguntas, questionamentos, dúvidas e buscas, que norteiam a vida de muitas pessoas nos dias de hoje.

As perguntas sobre a existência e a vida humana, sobre a fé, a Bíblia, a religião, a Igreja (sobretudo a Igreja Católica) e sobre a sociedade em que vivemos – me ajudam a buscar uma compreensão melhor desses assuntos, com a qual eu me identifico. Nessa busca, encontrando as melhores interpretações, análises e colocações – faço questão para compartilhá-las com os visitantes desta página.

Dedico este Blog de modo especial a todos os adolescentes e jovens cuja vida está cheia de indagações.
"Navegar em mar aberto, vivendo em graça ou não, inteiramente no poder de Deus..." (Soren Kierkegaard)

sábado, 17 de outubro de 2026

“Pertencemos somente a Deus”. – Reflexão de José Antonio Pagola.

 

    Considero que todas as reflexões que trago para este blog Indagações-Zapytania trazem uma interpretação interessante e uma visão autêntica e realista das mensagens contidas nos textos da Bíblia. Tenho muito aprazo pelos autores, cujos textos apresento aqui.

    A Palavra das Escrituras é o caminho para a libertação do ser humano como filho de Deus e para devida valorizaçao da sua dignidade. A Palavra de Deus nunca deve ser usada para formular a desinformação, ou para fomentar ingenuidade, hipocrisia ou falsidade.

    Essa é a ideia princiapal deste blog: através de boas reflexõe encontrar os esclarecimentos, que possam nos ajudar a alcançar respostas melhores para as indagações que nos inquietam. Espero que, pelo menos em parte, as postagens deste blog cumpram o seu objetivo.             (W.Cejnog)

“Devolvei a César o que é de César e a Deus, o que é de Deus” (Mt 22,21)

A reflexão de hoje tem como base o texto bíblico Mateus 22,15-21 (Deus ou César: para quem nós vivemos?). É de autoria do padre e teólogo espanhol José Antonio Pagola.

O texto foi publicado pelo autor na sua página no Facebook.

Vale a pena ler!

WCejnóg

Por José Antonio Pagola

14 outubro 2026

PERTENCEMOS SOMENTE A DEUS

«Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus». Estas palavras de Jesus têm sido frequentemente utilizadas para estabelecer uma fronteira clara entre o político e o religioso, defendendo, assim, a autonomia absoluta do Estado diante de qualquer interpelação feita a partir da fé.

Segundo essa interpretação, Jesus teria colocado o ser humano, por um lado, diante de obrigações de caráter cívico-político e, por outro, diante de uma interpelação religiosa. Como se o ser humano tivesse de responder pelos assuntos sociopolíticos perante o poder político, e pelos assuntos religiosos, perante Deus.

A intenção de Jesus não é essa. A ênfase de suas palavras recai sobre a parte final. Perguntaram-lhe, de forma insidiosa, sobre a questão dos tributos, e Jesus resolve prontamente o problema. Se utilizam uma moeda que pertence a César, devem submeter-se às consequências que isso implica. Mas Jesus introduz uma ideia nova, que não constava na pergunta dos adversários.

De maneira inesperada, ele insere Deus na discussão. A imagem na moeda pertence a César, mas os seres humanos não devem esquecer que trazem em si mesmos a imagem de Deus e, portanto, pertencem somente a Ele. É o que afirmava a tradição bíblica. É aí que conseguimos compreender o pensamento de Jesus: «Dai a César o que lhe pertence, mas não vos esqueçais de que vós mesmos pertenceis a Deus».

Para Jesus, César e Deus não são duas autoridades de nível semelhante que devam dividir entre si a submissão dos seres humanos. Deus está acima de qualquer César, e este jamais pode exigir o que pertence a Deus.

Em tempos em que o poder do Estado cresce e torna-se cada vez mais difícil para os cidadãos defenderem sua liberdade em uma sociedade onde quase tudo é dirigido e controlado, nós, crentes, não devemos permitir que nenhum poder nos roube a consciência e a liberdade. Devemos cumprir com honestidade os nossos deveres de cidadãos, mas não devemos nos deixar moldar nem dirigir por nenhum poder que nos coloque em conflito com as exigências fundamentais do Reino de Deus.

29º Domingo do Tempo Comum – Ano A

(Mateus 22,15-21)

18 de outubro

José Antonio Pagola

buenasnoticias@ppc-editorial.com

Fonte: Facebook

 

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