‘Bem-aventurados aqueles servos, os quais, quando o Senhor vier, achar vigiando! Em verdade vos digo que se cingirá, e os fará assentar à mesa e, chegando-se, os servirá”. (Lc 12,37)
Hoje temos uma ótima reflexão, que tem como a base o texto bíblico Lucas
12,32-48 (Apelo de Jesus à vigilância). É de autoria do padre e teólogo espanhol José Antonio Pagola.
O texto foi publicado pelo autor na sua página no Facebook.
Vale a pena ler!
WCejnóg
Por José António Pagola
6 de agosto de 2025
NÃO VIVA ADORMECIDO
Um dos riscos que nos ameaça hoje é cair numa vida superficial, mecânica, rotineira e superlotada... Não é fácil escapar. Com o passar dos anos, os projetos, objetivos e ideais de muitas pessoas acabam por se desvanecer. Não são poucos os que acabam por se levantar todos os dias apenas para se "desenrascar".
Onde podemos encontrar um princípio humanizador, desalienador, capaz de nos libertar da superficialidade, da sobrelotação, da perplexidade ou do vazio interior?
A insistência com que Jesus fala da vigilância é surpreendente. Podemos dizer que entende a fé como uma atitude vigilante que nos liberta da falta de sentido que domina muitos homens e mulheres, que caminham pela vida sem meta ou objetivo.
Habituados a viver a fé como uma tradição familiar, uma herança ou apenas mais um costume, não conseguimos descobrir todo o poder que ela contém para nos humanizar e dar um novo sentido às nossas vidas. Por isso, é triste observar como tantos homens e mulheres abandonam uma fé vivida de forma inconsciente e irresponsável para adoptarem uma atitude de descrença tão inconsciente e irresponsável como a sua posição anterior.
O apelo de Jesus à vigilância convoca-nos a despertar da indiferença, da passividade ou do descuido com que muitas vezes vivemos a nossa fé. Para a vivermos com lucidez, precisamos de a compreender mais profundamente, compará-la com outras atitudes possíveis perante a vida, ser gratos por ela e procurar vivê-la com todas as suas consequências.
A fé, então, é a luz que inspira os nossos critérios de ação, a força que impulsiona o nosso compromisso com a construção de uma sociedade mais humana, a esperança que anima toda a nossa vida quotidiana.
19º Tempo Comum – C
(Lucas 12,32-48)
10 de agosto
José António Pagola
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Fonte: Facebook




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