Temas diversos. Observar, pensar, sentir, fazer crítica construtiva e refletir sobre tudo que o mundo e a própria vida nos traz - é o meu propósito. Um pequeno espaço para uma visão subjetiva, talvez impregnada de utopia, mas, certamente, repleta de perguntas, questionamentos, dúvidas e buscas, que norteiam a vida de muitas pessoas nos dias de hoje.

As perguntas sobre a existência e a vida humana, sobre a fé, a Bíblia, a religião, a Igreja (sobretudo a Igreja Católica) e sobre a sociedade em que vivemos – me ajudam a buscar uma compreensão melhor desses assuntos, com a qual eu me identifico. Nessa busca, encontrando as melhores interpretações, análises e colocações – faço questão para compartilhá-las com os visitantes desta página.

Dedico este Blog de modo especial a todos os adolescentes e jovens cuja vida está cheia de indagações.
"Navegar em mar aberto, vivendo em graça ou não, inteiramente no poder de Deus..." (Soren Kierkegaard)

sábado, 20 de setembro de 2025

“A lógica de Jesus”. – Reflexão de José Antonio Pagola.

 

“Nenhum servo pode servir a dois senhores; pois odiará a um e amará ao outro, ou se dedicará a um e desprezará ao outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro". (Lc 16,13)

 

Abaixo, uma excelente reflexão, que tem como pano de fundo o texto bíblico

Lucas 16,1-13 (Deus ou dinheiro: a quem servimos?). É de autoria do padre e teólogo espanhol José Antonio Pagola. O texto foi publicado pelo autor na sua página no Facebook.

Vale a pena conferir!

WCejnóg

Por José Antonio Pagola

17 de setembro de 2025

A LÓGICA DE JESUS

Jesus já era adulto quando Antipas colocou em circulação as moedas cunhadas em Tiberíades. Sem dúvida, a monetização representou um progresso no desenvolvimento da Galileia, mas não promoveu uma sociedade mais justa e equitativa. Foi o contrário.

Os ricos das cidades agora podiam operar seus negócios com mais eficiência. A monetização permitiu que eles "acumulassem" moedas de ouro e prata que lhes davam segurança, honra e poder. Por isso, chamavam esse tesouro de "mammon", dinheiro "que dá segurança".   

Enquanto isso, os camponeses mal conseguiam obter algumas moedas de bronze ou cobre de pouco valor. Era impensável acumular mamon em uma aldeia. Eles tinham o suficiente para sobreviver trocando seus modestos produtos entre si.

Como quase sempre acontece, o progresso deu mais poder aos ricos e empurrou os pobres um pouco mais para baixo. Assim, era impossível abraçar o reino de Deus e sua justiça. Jesus não se calou: "Nenhum servo pode servir a dois senhores, pois se dedicará a um e desprezará o outro... Não se pode servir a Deus e ao Dinheiro (mammona)". É preciso escolher. Não há alternativa.

A lógica de Jesus é avassaladora. Se alguém vive subjugado pelo Dinheiro, pensando apenas em acumular bens, não pode servir a esse Deus que deseja uma vida mais justa e digna para todos, a começar pelos menores.

Para ser de Deus, não basta fazer parte do povo eleito ou adorá-lo no templo. É preciso permanecer livre diante do Dinheiro e atender ao seu chamado para trabalhar por um mundo mais humano.

Algo está errado com o cristianismo dos países ricos quando nos esforçamos para aumentar nosso bem-estar sem nos sentirmos desafiados pela mensagem de Jesus e pelo sofrimento dos pobres do mundo. Algo está errado quando tentamos viver o impossível: a adoração a Deus e a adoração ao Bem-Estar.

Algo está errado na Igreja de Jesus quando, em vez de gritar com nossas palavras e com nossas vidas que a fidelidade a Deus e o culto às riquezas não são possíveis, contribuímos para acalmar as consciências desenvolvendo uma religião burguesa e tranquilizadora.

25º Tempo Comum – C

(Lucas 16,1-13)

21 de setembro

José Antonio Pagola

buenasnoticias@ppc-editorial.com

Fonte: Facebook

  

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