Temas diversos. Observar, pensar, sentir, fazer crítica construtiva e refletir sobre tudo que o mundo e a própria vida nos traz - é o meu propósito. Um pequeno espaço para uma visão subjetiva, talvez impregnada de utopia, mas, certamente, repleta de perguntas, questionamentos, dúvidas e buscas, que norteiam a vida de muitas pessoas nos dias de hoje.

As perguntas sobre a existência e a vida humana, sobre a fé, a Bíblia, a religião, a Igreja (sobretudo a Igreja Católica) e sobre a sociedade em que vivemos – me ajudam a buscar uma compreensão melhor desses assuntos, com a qual eu me identifico. Nessa busca, encontrando as melhores interpretações, análises e colocações – faço questão para compartilhá-las com os visitantes desta página.

Dedico este Blog de modo especial a todos os adolescentes e jovens cuja vida está cheia de indagações.
"Navegar em mar aberto, vivendo em graça ou não, inteiramente no poder de Deus..." (Soren Kierkegaard)

sábado, 27 de setembro de 2025

“Aproxime-se”. – Reflexão de José Antonio Pagola.

 

Mas Abraão respondeu: Filho, lembre-se de que durante a sua vida você recebeu coisas boas, enquanto que Lázaro recebeu coisas más. Agora, porém, ele está sendo consolado aqui e você está em sofrimento. (...)” (Lc 16,25)

 

Abaixo, uma excelente reflexão, que tem como base o texto bíblico Lc 16, 19-31  (Lázaro e o homem rico). É de autoria do padre e teólogo espanhol José Antonio Pagola. O texto foi publicado pelo autor na sua página no Facebook.

Vale a pena ler!

WCejnóg

 Por José Antonio Pagola

24 Setembro 2025

APROXIME-SE

O pobre Lázaro está ali, morrendo de fome "à sua porta", mas o rico evita qualquer contato e continua a viver "esplendidamente", alheio ao seu sofrimento. Ele não atravessa aquela "porta" que o aproximaria do mendigo. No final, descobre, horrorizado, que um "vasto abismo" se abriu entre eles. Esta parábola é a crítica mais implacável de Jesus à indiferença ao sofrimento do irmão ou da irmã.

Há cada vez mais imigrantes ao nosso redor. Eles não são "personagens" de uma parábola. São homens e mulheres de carne e osso. Estão aqui com suas angústias, necessidades e esperanças. Servem em nossas casas, caminham por nossas ruas. Estamos aprendendo a acolhê-los ou continuamos a viver nossa pequena vida de bem-estar, indiferentes ao sofrimento daqueles que nos parecem estranhos? Essa indiferença só se dissolve com a adoção de medidas que nos aproximem deles.

Podemos começar aproveitando todas as oportunidades para interagir com alguns deles de forma amigável e descontraída, e compreender de perto seu mundo de problemas e aspirações. Como é fácil descobrir que somos todos filhos da mesma Terra e do mesmo Deus!

É essencial não rir de seus costumes nem zombar de suas crenças. Eles pertencem às profundezas de seu ser. Muitos deles têm um senso de vida, solidariedade, celebração ou aceitação que nos surpreenderia.

Devemos evitar toda linguagem discriminatória para não menosprezar qualquer cor, raça, crença ou cultura. Viver a riqueza da diversidade nos torna mais humanos. Chegou a hora de aprender a viver no mundo como uma "aldeia global" ou uma "casa comum" para todos.

Eles têm falhas, pois são como nós. Devemos exigir que respeitem nossa cultura, mas devemos reconhecer seus direitos à legalidade, ao trabalho, à moradia e à reunificação familiar. E antes mesmo disso, devemos lutar para transpor o "abismo" que hoje separa os ricos dos pobres. Cada vez mais estrangeiros viverão conosco. É uma oportunidade para aprendermos a ser mais tolerantes, mais justos e, em última análise, mais humanos.

26º Tempo Comum – C

(Lucas 16,19-31)

28 de setembro

José Antonio Pagola

buenasnoticias@ppc-editorial.com

Fonte: Facebook

 

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