Temas diversos. Observar, pensar, sentir, fazer crítica construtiva e refletir sobre tudo que o mundo e a própria vida nos traz - é o meu propósito. Um pequeno espaço para uma visão subjetiva, talvez impregnada de utopia, mas, certamente, repleta de perguntas, questionamentos, dúvidas e buscas, que norteiam a vida de muitas pessoas nos dias de hoje.

As perguntas sobre a existência e a vida humana, sobre a fé, a Bíblia, a religião, a Igreja (sobretudo a Igreja Católica) e sobre a sociedade em que vivemos – me ajudam a buscar uma compreensão melhor desses assuntos, com a qual eu me identifico. Nessa busca, encontrando as melhores interpretações, análises e colocações – faço questão para compartilhá-las com os visitantes desta página.

Dedico este Blog de modo especial a todos os adolescentes e jovens cuja vida está cheia de indagações.
"Navegar em mar aberto, vivendo em graça ou não, inteiramente no poder de Deus..." (Soren Kierkegaard)

sábado, 15 de novembro de 2025

“Para declarar o consumado”. – Reflexão de José Antonio Pagola.

 

 

Considero que todas as reflexões que trago para este blog Indagações-Zapytania trazem uma interpretação interessante e uma visão autêntica e realista das mensagens contidas nos textos da Bíblia. Tenho muito aprazo pelos autores, cujos textos apresento aqui.

A Palavra das Escrituras é o caminho para a libertação do ser humano como filho de Deus e para devida valorizaçao da sua dignidade. A Palavra de Deus nunca deve ser usada para formular a desinformação, ou para fomentar ingenuidade, hipocrisia ou falsidade.

Essa é a ideia princiapal deste blog: através de boas reflexõe encontrar os esclarecimentos, que possam nos ajudar a alcançar respostas melhores para as indagações que nos inquietam. Espero que, pelo menos em parte, as postagens deste blog cumpram o seu objetivo. (W.Cejnog)

 

 “E, dizendo alguns a respeito do templo, que estava ornado de formosas pedras e dádivas, disse: Quanto a estas coisas que vedes, dias virão em que não se deixará pedra sobre pedra, que não seja derrubada”. (Lc 21, 5-6)


Abaixo, uma excelente reflexão, que tem como pano de fundo o texto bíblico

Lucas 21, 5-19 (O sermão profético). É de autoria do padre e teólogo espanhol José Antonio Pagola. O texto foi publicado pelo autor na sua página no Facebook.

Muito bom!

WCejnóg

Por José Antonio Pagola

15 Novembro 2025

PARA DECLARAR O CONSUMADO

Esta é a última visita de Jesus a Jerusalém. Alguns dos que o acompanham ficam maravilhados com "a beleza do templo". Jesus, por outro lado, sente algo muito diferente. Seus olhos proféticos enxergam o templo mais profundamente: naquele lugar magnífico, o reino de Deus não é acolhido. É por isso que Jesus declara o consumado: "Quanto a estas coisas que vocês veem, dias virão em que não ficará pedra sobre pedra; tudo será derrubado".

De repente, suas palavras destroem o autoengano que permeia o templo. Aquele esplêndido edifício alimenta uma falsa ilusão de eternidade. Essa maneira de viver a religião sem abraçar a justiça de Deus ou ouvir o clamor dos que sofrem é enganosa e perecível: "Tudo será derrubado".

As palavras de Jesus não brotam da raiva. Muito menos do desprezo ou do ressentimento. O próprio Lucas nos conta, um pouco antes, que, ao se aproximar de Jerusalém e ver a cidade, Jesus "chorou". Seu choro é profético. Os poderosos não choram. O profeta da compaixão, sim.

Jesus chora diante de Jerusalém porque ama a cidade mais do que qualquer outra pessoa. Ele chora por uma “velha religião” que não se abre ao reino de Deus. Suas lágrimas expressam sua solidariedade com o sofrimento de seu povo e, ao mesmo tempo, sua crítica radical a esse sistema religioso que impede a visita de Deus: Jerusalém — a cidade da paz! — “não sabe o que conduz à paz”, porque “está oculto aos seus olhos”.

As ações de Jesus lançam luz considerável sobre a situação atual. Às vezes, em tempos de crise, como o nosso, a única maneira de abrir caminhos para a novidade criativa do reino de Deus é pôr fim àquilo que alimenta uma religião ultrapassada, que não consegue gerar a vida que Deus quer trazer ao mundo.

Pôr fim a algo vivido de forma sagrada por séculos não é fácil. Não se faz isso condenando aqueles que querem preservá-lo como eterno e absoluto. Faz-se isso "com lágrimas", pois as mudanças exigidas pela conversão ao Reino de Deus causam sofrimento a muitos. Os profetas denunciam o pecado da Igreja que chora.

33º Domingo do Tempo Comum – Ano C

(Lucas 21, 5-19)

16 de novembro

José Antonio Pagola

buenasnoticias@ppc-editorial.com

Fonte: Facebook

 

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