Temas diversos. Observar, pensar, sentir, fazer crítica construtiva e refletir sobre tudo que o mundo e a própria vida nos traz - é o meu propósito. Um pequeno espaço para uma visão subjetiva, talvez impregnada de utopia, mas, certamente, repleta de perguntas, questionamentos, dúvidas e buscas, que norteiam a vida de muitas pessoas nos dias de hoje.

As perguntas sobre a existência e a vida humana, sobre a fé, a Bíblia, a religião, a Igreja (sobretudo a Igreja Católica) e sobre a sociedade em que vivemos – me ajudam a buscar uma compreensão melhor desses assuntos, com a qual eu me identifico. Nessa busca, encontrando as melhores interpretações, análises e colocações – faço questão para compartilhá-las com os visitantes desta página.

Dedico este Blog de modo especial a todos os adolescentes e jovens cuja vida está cheia de indagações.
"Navegar em mar aberto, vivendo em graça ou não, inteiramente no poder de Deus..." (Soren Kierkegaard)

sábado, 22 de novembro de 2025

“Zombar ou invocar? ”. – Reflexão de José Antonio Pagola.

“Respondendo, porém, o outro, repreendia-o, dizendo: Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação? E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum mal fez. E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando vieres em teu reino.” (Lc 23,40-42)

Abaixo, uma excelente reflexão, que tem como pano de fundo o texto bíblico

Lucas 23,35-43 (Cristo Rei). É de autoria do padre e teólogo espanhol José Antonio Pagola. O texto foi publicado pelo autor na sua página no Facebook.

Muito bom!

WCejnóg

 Por José Antonio Pagola

20 Novembro 2025

ZOMBAR OU INVOCAR?

Lucas descreve tragicamente a agonia de Jesus em meio ao escárnio e zombaria daqueles ao seu redor. Ninguém parece compreender seu sacrifício. Ninguém captou seu amor pelos mais necessitados. Ninguém viu em seu rosto o olhar compassivo de Deus para com a humanidade.

De longe, as "autoridades" religiosas e o "povo" zombam de Jesus, fazendo caretas: "Salvou outros; salve-se a si mesmo, se é o Messias." Os soldados de Pilatos, vendo-o com sede, oferecem-lhe vinho avinagrado, uma bebida popular entre eles, enquanto riem dele: "Se você é o Rei dos Judeus, salve-se a si mesmo." Um dos criminosos crucificados ao seu lado diz a mesma coisa: "Você não é o Messias? Então salve-se a si mesmo."

Lucas repete a zombaria três vezes: "Salve-se a si mesmo!" Que tipo de "Messias" pode ser esse se não tem poder para se salvar? Que tipo de "Rei" pode ser ele? Como ele poderá salvar seu povo da opressão de Roma se não puder escapar dos quatro soldados que guardam sua agonia? Como Deus poderá estar ao seu lado se não intervir para libertá-lo?

De repente, em meio a tanta zombaria, surge uma invocação: “Jesus, lembra-te de mim quando entrares no teu reino”. É o outro criminoso que reconhece a inocência de Jesus, confessa sua culpa e, cheio de confiança no perdão de Deus, pede apenas que Jesus se lembre dele. Jesus responde imediatamente: “Hoje mesmo estarás comigo no paraíso”. Agora ambos estão morrendo, unidos na impotência e no desamparo. Mas hoje ambos estarão juntos, desfrutando da vida do Pai.

O que seria de nós se o Mensageiro de Deus buscasse sua própria salvação escapando da cruz que o une para sempre a todos os crucificados ao longo da história? Como poderíamos crer em um Deus que nos deixaria atolados em nosso pecado e impotência diante da morte?

Há aqueles que, ainda hoje, zombam do Crucificado. Eles não sabem o que estão fazendo. Eles não fariam isso com Martin Luther King. Estão zombando do homem mais humano que a história já conheceu. Qual é a postura mais digna diante deste Crucificado, a suprema personificação da proximidade de Deus com o sofrimento do mundo: zombar dele ou invocá-lo?

Jesus Cristo, Rei do Universo – 34 C

(Lucas 23:35-43)

23 de novembro

José Antonio Pagola

buenasnoticias@ppc-editorial.com

Fonte: Faceboo

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