Temas diversos. Observar, pensar, sentir, fazer crítica construtiva e refletir sobre tudo que o mundo e a própria vida nos traz - é o meu propósito. Um pequeno espaço para uma visão subjetiva, talvez impregnada de utopia, mas, certamente, repleta de perguntas, questionamentos, dúvidas e buscas, que norteiam a vida de muitas pessoas nos dias de hoje.

As perguntas sobre a existência e a vida humana, sobre a fé, a Bíblia, a religião, a Igreja (sobretudo a Igreja Católica) e sobre a sociedade em que vivemos – me ajudam a buscar uma compreensão melhor desses assuntos, com a qual eu me identifico. Nessa busca, encontrando as melhores interpretações, análises e colocações – faço questão para compartilhá-las com os visitantes desta página.

Dedico este Blog de modo especial a todos os adolescentes e jovens cuja vida está cheia de indagações.
"Navegar em mar aberto, vivendo em graça ou não, inteiramente no poder de Deus..." (Soren Kierkegaard)

domingo, 4 de abril de 2021

Feliz Páscoa!

 

Páscoa é passagem… 

 

É renascimento e libertação...
É mudança e transformação…
É partilhar a vida na esperança.
É lutar para vencer toda sorte de sofrimento.
É ajudar mais gente a ser gente.
É dizer sim ao amor e à vida.
É investir na fraternidade.
É lutar por um mundo melhor.
É vivenciar a solidariedade.
É um novo recomeço.

É crer na vida que vence a morte.

É a chance para sermos mais felizes e vermos que hoje somos melhores do que fomos ontem.

Fica para trás uma vida cheia de pecado e começa agora um novo caminhar cheio de luz, de fortalecimento e esperanças renovadas.

Jesus ressuscitou para nos provar que o amor incondicional existe, assim como a vida eterna.

Tenhamos todos uma feliz e abençoada Páscoa, cheia de paz, amor e muita saúde!

Feliz Páscoa!

Fonte: Mensagens de Páscoa

sábado, 3 de abril de 2021

“Jesus tinha razão”. – Reflexão de José Antonio Pagola. Excelente!

"Então, entrou também o discípulo que havia chegado primeiro ao sepulcro. Viu e creu. Em verdade, ainda não haviam entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dentre os mortos." (Jo 20, 8-9)

A Páscoa

A reflexão que trago hoje para o blog Indagações-Zapytania, do padre e teólogo espanhol José Antônio Pagola, é muito precisa e relevante. Tem como pano de fundo o texto bíblico  Jo 20, 1-9 (O túmulo vazio).

Foi publicado no site do Instituto Humanitas Unisinos (IHU).

Vale a pena ler.

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IHU - ADITAL

04 Abril 2021

A leitura que a Igreja propõe neste domingo é o Evangelho de João 20,1-9, que corresponde ao Domingo de Ressurreição, ciclo B do Ano Litúrgico. O teólogo espanhol José Antonio Pagola comenta o texto. 

Eis o texto

Que sentimos os seguidores de Jesus quando nos atrevemos a acreditar que Deus ressuscitou Jesus? O que vivemos enquanto seguimos caminhando atrás dos Seus passos? Como nos comunicamos com Ele quando o sentimos cheio de vida?

Jesus ressuscitado, tinhas razão.

É verdade o que nos disse Deus. Agora sabemos que é um Pai fiel, digno de toda a confiança. Um Deus que nos ama para além da morte. Continuaremos a chamá-Lo de «Pai» com mais fé do que nunca, como Tu nos ensinaste. Sabemos que não nos vai desiludir.

Jesus ressuscitou, tinhas razão.

Agora sabemos que Deus é amigo da vida. Agora começamos a entender melhor a Tua paixão por uma vida mais saudável, justa e feliz para todos. Agora compreendemos por que colocavas a saúde dos doentes à frente de qualquer lei ou tradição religiosa. Seguindo os Teus passos, viveremos curando a vida e aliviando o sofrimento. Poremos sempre a religião ao serviço das pessoas.

Jesus ressuscitado, tinhas razão.

Agora sabemos que Deus faz justiça às vítimas inocentes: faz triunfar a vida sobre a morte, o bem sobre o mal, a verdade sobre a mentira, o amor sobre o ódio. Continuaremos a lutar contra o mal, as mentiras e os abusos. Procuraremos sempre o reino desse Deus e a Sua justiça. Sabemos que é a primeira coisa que o Pai quer de nós.

Jesus ressuscitado, tinhas razão.

Agora sabemos que Deus se identifica com os crucificados, nunca com os verdugos. Começamos a entender por que estavas sempre com os enlutados e por que defendias tanto os pobres, os famintos e desprezados. Defenderemos os mais débeis e vulneráveis, os maltratados pela sociedade e esquecidos pela religião. A partir de agora ouviremos melhor a tua chamada a ser compassivos como o Pai dos céus.

Jesus ressuscitado, tinhas razão.

Agora começamos a entender um pouco as Tuas palavras mais duras e estranhas. Começamos a intuir que o que perca a sua vida por Ti e pelo evangelho a vai salvar. Agora compreendemos por que nos convidas a seguir-te até ao fim carregando cada dia com a cruz. Continuaremos a sofrer um pouco por Ti e pelo Teu evangelho, mas muito em breve partilharemos Contigo o abraço do Pai.

Jesus ressuscitado, tinhas razão.

Agora estás vivo para sempre e fazes-Te presente no meio de nós quando nos reunirmos dois ou três em teu nome. Agora sabemos que não estamos sós, que nos acompanhas enquanto caminhamos em direção ao Pai. Escutaremos a Tua voz quando lermos o Teu evangelho. Alimentar-nos-emos de Ti quando celebrarmos a tua Ceia. Estarás conosco até o fim dos tempos.

Fonte: IHU – Comentário do Evangelho

sábado, 27 de março de 2021

“Jesus antes da sua morte”. – Domingo de Ramos. Reflexão de José Antonio Pagola.

 

"Levou consigo Pedro, Tiago e João; e começou a ter pavor e a angustiar-se. Disse-lhes: A minha alma está numa tristeza mortal; ficai aqui e vigiai. Adiantando-se alguns passos, prostrou-se com a face por terra e orava que, se fosse possível, passasse dele aquela hora. Aba! (Pai!), suplicava ele. Tudo te é possível; afasta de mim este cálice! Contudo, não se faça o que eu quero, senão o que tu queres."  (Mc 14, 33-36)

 

Abaixo, uma boa reflexão muito apropriada para este domingo. Como pano de fundo tem o texto bíblico Mc 14,1 - 15,47 (Domingo de Ramos: Última céia, Oração no jardim de Oliveiras). É de autoria do padre e teólogo espanhol José Antonio Pagola.

O texto foi publicado pelo autor em sua página do Facebook.  Vale a pena ler!

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Por José Antonio Pagola

24 Março 2021

JESUS ​​ANTES DE SUA MORTE

Reflexão

Jesus antecipou seriamente a possibilidade de uma morte violenta. Talvez ele não contasse com a intervenção da autoridade romana ou a crucificação como o último destino mais provável. Mas a reação que seu desempenho estava causando nos setores mais poderosos não lhe foi escondida. A face de Deus que ele apresenta desfaz muitos esquemas teológicos, e o anúncio de seu reinado quebra muitas seguranças políticas e religiosas.

No entanto, nada modifica seu desempenho. Não evita a morte. Não se defende. Ele não foge. Ele também não busca sua condenação. Jesus não é o homem que busca a morte em uma atitude suicida. Durante sua curta estada em Jerusalém, ele fez um esforço para se esconder e não aparecer em público.

Se quisermos saber como Jesus viveu sua morte, temos que parar em duas atitudes fundamentais que dão sentido a todo o seu comportamento final. Toda a sua vida tem sido "sair do seu caminho" pela causa de Deus e pelo serviço libertador aos homens. Sua morte agora selará sua vida. Jesus morrerá por fidelidade ao Pai e por solidariedade com os homens.

Em primeiro lugar, Jesus enfrenta a própria morte por uma atitude de total confiança no Pai. Ele avança para a morte, convencido de que sua execução não poderá impedir a chegada do reino de Deus, que ele continua anunciando até o fim.

No jantar de despedida, Jesus manifesta a sua total fé em que voltará a comer a verdadeira Páscoa com o seu povo, quando estiver estabelecido o reino definitivo de Deus, sobretudo as injustiças que o homem pode cometer.

Quando tudo falha e até mesmo Deus parece abandoná-lo como um falso profeta, justamente condenado em nome da lei, Jesus clama: “Pai, coloco a minha vida nas tuas mãos”.

Por outro lado, Jesus morre em atitude de solidariedade e de serviço a todos. Toda a sua vida consistiu em defender os pobres contra a desumanidade dos ricos, em solidariedade com os fracos contra os interesses egoístas dos poderosos, em anunciar o perdão aos pecadores diante da dureza inabalável dos "justos".

Agora ele sofre a morte de um homem pobre, um homem abandonado que nada pode fazer diante do poder daqueles que governam a terra. E ele vive sua morte como um serviço. O último e supremo serviço que você pode prestar à causa de Deus e à salvação final de seus filhos e filhas.

Domingo de Ramos - B

(Marcos 14,1 - 15,47)

21 de março de 2021

Fonte: Facebook